sábado, 23 de maio de 2015

A Hungria está muito perto de ser o primeiro país livre de transgênicos da União Européia

Via Rebelión

Graciela Vizcay Gómez

Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti 

Depois da conferencia “GMO )organismos geneticamente modificados) Free EU”, realizada em Berlim entre os dias 6 e 8 de maio, o secretário de Estado para Assuntos Ambientais, pertencente ao Ministério da Agricultura da Hungria, Sándor Fazekas, manifestou que seu país poderá se transformar no primeiro membro da União Européia a implementar os novos regulamentos sobre GMO.

Já em agosto de 2013, os agricultores húngaros, ao notar que suas sementes tradicionais  tinham sido contaminadas sem seu consentimento, decidiram queimar mil hectares de cultivos de milho transgênico da Monsanto. 

Nesse sentido, o ministro da Fazenda, András Rácz, assinalou que além da nova normativa na legislação húngara, seu ministério também está trabalhando na introdução de um novo sistema de rotulagem para o final deste ano, que permitirá que alimentos como a carne, o peixe, os ovos, o leite e o mel possam ser rotulados como livre de transgênicos, certificando que não contém GMO e que o gado recebe unicamente alimentação livre de transgênicos.

Destacou que manter o país livre de GMO sequer está incluído ainda na Consituição da Hungria, e o país chegou a um amplo consenso sobre a questão, independentemente das filiações políticas.

O Governo também gostaria de contribuir para garantir que o maior número possível de estados-membros da UE-se transforme em zonas livres de transgênicos, e por isso Fázekas colocou em andamento a iniciativa “Aliança para uma Europa Livre de Transgênicos”.

O governo húngaro está convencido de que manter o status de livre de transgênicos da Hungria é a única decisão correta, por que é o único modo de assegurar que as famílias tenham acesso a alimentos sadios e produzidos de forma sustentável,  preservando a biodiversidade natural e a competitividade da agricultura húngara.

O Manifesto de Berlim, aprovado na Conferencia, recomenta o desenvolvimento  e a aplicação rápida de sistemas similares de etiquetagem em toda a União Européia. A ideia foi desenvolvida com a participação de mais de 400 pessoas, incluídos governos, organizações internacionais e a Comissão Européia.

O documento também pede a elaboração de uma Estratégia Européia de proteínas para reduzir a alta dependência da soja manipulada geneticamente, importada pela Europa em grandes quantidades.

Quanto ao tratado “Acordo Transatlãntico para o Comércio e o Investimento (conhecido pelo acrônimo em inglês (TTIP), o Manifesto de Berlim sublinha que qualquer acordo não deve colocar em perigo os resultados obtidos até agora com relação aos países manterem-se livres de transgênicos ou os direitos dos Estados-membros de decidirem sobre a questão.

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