terça-feira, 17 de março de 2015

Porque é que o preço do petróleo não pára de baixar?

Sanguessugado do Octopus

O preço do petróleo não pára de baixar devido a vários factores: abrandamento da economia chinesa, aumento da oferta (produção de gás de xisto, por parte dos Estados Unidos) e recusa da OPEP em reduzir a produção (em particular por parte da Arábia Saudita).

Mas esta baixa também faz parte de um plano mais vasto de enfraquecer as economia da Venezuela e do Irão, mas sobretudo de demolir a economia da Rússia, já cercada militarmente pela NATO/USA, e vítima de sanções ocidentais.

Demolir a economia russa.

A baixa do preço do petróleo é uma estratégia dos Estados Unidos para enfraquecer o Irão, mas sobretudo a Rússia (segundo produtor mundial).

Atinge lateralmente outros países como a Venezuela, a Nigéria, Angola e Argélia, com economias dependentes do petróleo. Mas isto não passa de mais uma "cereja em cima do bolo", dado que a Venezuela é um alvo a abater e a Argélia o próximo país condenado a ver florescer uma "primavera árabe".

O pais que tem a capacidade, dado o volume de produção, de modular o preço do petróleo é, nem mais nem menos, que o governo fantoche instalado pelos Estados Unidos: a Arábia Saudita (primeiro produtor mundial), que não o faz nem vai fazer.

Estamos perante mais uma guerra do petróleo, os Estados Unidos e a Arábia Saudita tentam de destruir as economias do Irão e da Rússia.

Desafio de Putin no tabuleiro mundial.

Vladimir Putin chegou ao poder, em 1999, tinha pela frente um país fora de controle, dominado pelas oligarquias dos anos 90. Começou por limitar a evasão fiscal com a instauração de um imposto fixo de 13% sobre qualquer rendimento. Nacionalizou também as principais industrias.

O preço do petróleo estava elevado o que permitiu aumentar o nível de vida das populações.

As exportações de gás e petróleo representam 70% das exportações russas. A actual baixa do preço do petróleo representa uma quebra de 10% do PIB.

A especulação fez cair o rublo em cerca de 40% em dezembro de 2014. Mas existe um parceiro internacional russo capaz de virar a situação: a China. A China detém a maior reserva mundial de dólares, cerca de 4 000 000 000 000 de dólares, se decidisse vender esses dólares no mercado mundial, o valor dessa moeda desaparecia.

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