sábado, 28 de março de 2015

Os terroristas estão entre nós

Sanguessugado do Crônicas do Motta

Carlos Motta 

Em menos de 15 dias, duas bombas foram lançadas em diretórios do PT, uma em Jundiaí e a outra em São Paulo.
O efeito dos petardos, por enquanto, é mais simbólico que material.
Mostra que a extrema-direita, os fascistas, estão vivos, cada vez menos escondidos, cada vez mais abusados e violentos.
Agora não mais se contentam em escrever mensagens de ódio nas redes sociais e carregar faixas infames nos protestos de que participam.

Partem para o terrorismo.
Mostram o que são - bandidos, criminosos.
São uma ameaça a mais para a jovem democracia brasileira.
A ideologia que defendem é a da intolerância, do preconceito, do atraso - da lei das selvas.
O Estado não pode permitir que tais facínoras proliferem, sob o risco de, amanhã, se curvar à sua vontade.
E, caso isso ocorra, ver a sua autoridade sucumbir e a sua própria existência ser ameaçada. 
Jogar bombas em adversários políticos é um ato terrorista, a antítese da civilização.
O Brasil de hoje comporta e aceita, perfeitamente, opiniões diversas.
Sua sociedade, felizmente, é plural em seus gostos, preferências e hábitos.
E isso, por si só, deveria ser suficiente para a existência do contraditório e do plural.  
Qualquer outro tipo de manifestação, com tantos instrumentos legais à disposição dos cidadãos, tem de ser visto como um ato criminoso.
E, como os próprios porta-vozes desses grupelhos vocalizam, lugar de criminoso é na cadeia.

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