sábado, 21 de março de 2015

Não tenho nada com isso, nem vem falar. Tá na fôia ditabranda.

GilsonSampaio

Coxinhas teletubbies, prestenção. É a fôia ditabranda que publicou. Se tiver que xingar, tudo bem, mas vá xingar, protestar com faixa lá na Barão de Limeira. Sei que há coxinhas honestos, são apenas alienados por essa mídia venal, para esses recomendo a leitura acompanhada com uma caixa de lexotan ao lado.

Sanguessugado do Democracia & Politica

MISTÉRIO!!! POR QUE UOL REPUBLICA: "CONHEÇA A HISTÓRIA DA COMPRA DE VOTOS PARA A REELEIÇÃO DE PSDB/FHC"

Conheça a história da compra de votos a favor da emenda da reeleição


Fernando Rodrigues [no portal tucano UOL, do grupo tucano "Folha"]

[OBSERVAÇÃO deste blog 'democracia&política':


Mistério. Perplexidade. Por que publicam isso agora? Não é coerente com o uníssono e radical apoio de toda a mídia ao PSDB desde 2003, desesperada para a volta da direita ao poder. O autor da reportagem é o único jornalista que tem acesso aos 8.667 nomes de brasileiros com contas secretas em paraíso fiscal na Suíça (Swissleak). Desses milhares, ele compartilhou parte da lista somente com a também tucana "Globo" e cuidadosamente selecionaram para publicação até agora somente algumas dezenas de nomes que nada ou pouco prejudicam a direita. Assim, não captei a certamente capciosa agenda oculta desta publicação do UOL esta semana (16)].


"O mais importante a respeito desse episódio de 1997 é que nada foi investigado como deveria. Dessa forma, restam apenas os fatos em torno da revelação do fato –  trata-se de fato, pois houve provas materiais periciadas a respeito.

Tento evitar escrever sobre assunto tão antigo porque agora é ocioso especular sobre certos detalhes do episódio. Mas como FHC e Lula trocaram chumbo a respeito, é útil fazer aqui, sem juízo de valor, uma cronologia dos acontecimentos:

1) 28.janeiro.1997 – a Câmara aprova a emenda constitucional da reeleição: dispositivo passa a permitir que prefeitos, governadores e presidente disputam um segundo mandato consecutivo.


2) 13.maio.1997: "Folha" publica reportagem da compra de votos para aprovação da emenda da reeleição. Manchete no alto da primeira página, em duas linhas: “Deputado conta que votou pela reeleição por R$ 200 mil” (imagem acima):

3) O que disse FHC, então presidente da República: sempre negou o esquema. Dez anos depois, em sabatina na "Folha", em 2007, o tucano apresentou uma versão um pouco diferente. Alegou que a operação não foi comandada pelo governo federal nem pelo PSDB: “O Senado votou [a reeleição] em junho [de 1997] e 80% aprovou. Que compra de voto? (…) Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos”. [hilário...]

4) Provas: confissão gravada de dois deputados federais do Acre que diziam ter votado a favor da emenda da reeleição em troca de R$ 200 mil [hoje equivalente a mais de um milhão] recebidos em dinheiro. Outros três deputados eram citados de maneira explícita e dezenas de congressistas teriam participado do esquema. Nenhum foi investigado pelo Congresso nem punido.

5) CPI: PT e partidos de oposição tentam aprovar requerimento de CPI. Sem sucesso [a blindagem no Congresso e pelo Procurador-Geral da República nada deixava investigar sobre crimes do governo PSDB/FHC]


6) Operação abafa 1: em 21.maio.1997, apenas 8 dias depois de o caso ter sido publicado pela "Folha", os dois deputados gravadosrenunciam ao mandato (Ronivon Santiago e João Maia, ambos eleitos pelo PFL –hoje DEM– do Acre). Eles enviaram ofícios idênticos [!?!] ao então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ambos alegaram “motivos de foro íntimo”. Em comentário irônico à época, o então deputado federal Delfim Netto disse: “Nunca vi ganhar um boi para entrar e uma boiada para sair”.
Reportagem de 21.maio.1997 relata procedimentos utilizados na reportagem sobre a compra de votos.

7) Operação abafa 2: em 22.maio.1997, só 9 dias depois de a "Folha" ter revelado o caso, tomam posse como ministros Eliseu Padilha (Transportes) e Iris Rezende (Justiça). Ambos eram do PMDB, partido que mais ajudou a impedir a instalação da CPI para apurar a compra de votos.

8) Operação abafa 3: apesar da fartura de provas documentais, o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, não acolhe nenhuma representação que pedia a ele o envio de uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal.
Com a renúncia dos 2 deputados principais (Ronivon Santiago e João Maia), outros três (Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra) são absolvidos pela CCJ da Câmara, cujo processo teve como relator um deputado governista.
Em 27.junho.1997, indicado por FHC, Geraldo Brindeiro toma posse para iniciar o seu segundo mandato como procurador-geral da República. Sempre reconduzido por PSDB/FHC, Brindeiro ficou oito anos na função, de julho de 1995 a junho de 2003.

9) Fim do caso: em 4 de junho de 1997, o Senado aprova, em segundo turno, a emenda da reeleição, que é promulgada. No ano seguinte, FHC se candidata a mais um mandato e é reeleito.
A Polícia Federal não investigou? De maneira quase surrealista, sim. O repórter responsável pela reportagem foi intimado a dizer o que sabia a respeito do caso em… 4 de junho de 2001. O inquérito era apenas protocolar. Não deu em absolutamente nada."

FONTE: escrito por Fernando Rodrigues, no portal tucano UOL, do grupo tucano "Folha"   (http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/06/16/conheca-a-historia-da-compra-de-votos-a-favor-da-emenda-da-reeleicao/). [Trechos entre colchetes acrescentados por este blog democracia&política']

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