segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

De Tales de Mileto ao Vietnam

Sanguessugado do Bourdoukan

Georges Bourdoukan

Em 1974 o governo dos Estados Unidos perguntou aos índios se os americanos deveriam sair do Vietnã. Eles responderam que sim... e dos Estados Unidos também.

Aos que me privilegiam com sua atenção peço desculpas por tê-los remetido ao sudeste asiático já que a ideia inicial era escrever sobre o fundador da primeira escola grega de filosofia e um dos Sete Sábios, o pré-socrático de ascendência fenícia Tales de Mileto.

Encontrava-me a três mil anos de distância na aprazível companhia de Aristóteles e depois de não tantos anos assim na de Hegel e Nietzsche, todos admiradores incondicionais do genial libanês quando o próprio Tales me remeteu ao Vietnã ao contemplar a multiplicidade na unidade, na proposição de que tudo provem do UM e o UM se resume a apenas uma palavra: água.

E o que foi o Vietnã senão a transformação da diversidade numa unidade dolorosa que contemplou somente a morte? Do Vietnã ao Afeganistão e dali ao Iraque e à Palestina eis que a História é novamente violentada, para gáudio dos roedores que se locupletam com a brutalidade do império e seus vassalos.

Um rato não pode engendrar outra coisa que não um rato.

Os antissemitas precisam entender que a força e a violência podem muito, mas não podem tudo. Despojados de sua natureza humana, erigiram a brutalidade em ciência. Eles querem governar a humanidade pelo terror. Os Estados Unidos continuam ocupando o semita Iraque e o Afeganistão e Israel continua mantendo mais de um milhao e meio de semitas palestinos no maior campo de concentração do mundo.

Acreditar em paz estadunidense e israelense é o mesmo que acreditar na cura do remédio pela doença.

Tales que me perdoe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.