sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Uma em cada 30 crianças não tem onde morar nos EUA

Via Patria Latina

Estados Unidos - Diário Liberdade - Um relatório do Centro Nacional de Famílias Desamparadas dos EUA, divulgado nesta segunda-feira (17) mostra que, em 2013, cerca de 2,5 milhões de crianças estadunidenses não tinham onde morar.

A falta de moradia para as crianças nos EUA aumentou 8% entre 2012 e 2013. O recorde de menores sem lar é espantoso, e se deve à alta na taxa de pobreza no país, que está associada com a alta nos preços dos imóveis – ligada à crise imobiliária que gerou o colapso do sistema capitalista em 2008 – e o impacto da violência doméstica.

De acordo com declaração dada à agência EFE por Carmela DeCandia, coautora do estudo e diretora do Centro Nacional de Famílias Desamparadas, a falta de habitação entre as crianças alcançou proporções epidêmicas. "Há crianças sem casa esta noite em cada cidade, condado e estado, em cada cantinho do país."

Essas palavras lembram muito a célebre frase de Fidel Castro, porém de maneira inversa. Cinquenta anos atrás, o líder cubano já se orgulhava dos frutos da Revolução para as gerações mais jovens: "Esta noite, milhões de crianças dormirão na rua no mundo todo. Nenhuma delas é cubana."

Infelizmente, as palavras proféticas do ex-presidente da ilha refletem uma dura realidade, exatamente no país que mais tentativas fez para prejudicar as crianças cubanas.

Segundo o relatório, esta situação afeta drasticamente a saúde das crianças sem-teto, cujo percentual de 25% em idade pré-escolar sofre de problemas mentais e necessitam de cuidados médicos. Esse número aumenta para 40% para as que estão em idade escolar.

O Departamento de Educação dos EUA calcula que 1,3 milhão de alunos de escolas públicas não têm casa. O relatório adverte que muitas dessas crianças não conseguem ir com frequência às aulas, repetem de ano e acabam abandonando os estudos

"Viver em abrigos, porões de vizinhos, carros, campings e lugares piores faz com que as crianças sem lar sejam as pessoas mais invisíveis e esquecidas de nossa sociedade", lamentou DeCandia.

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