terça-feira, 25 de novembro de 2014

Comvenssa-ce di veis: na ditadura militar num tinha corrupissão

Via Aluizio Palmar

Itaipu - a quem interessa a escuridão?

 

Denuncia do Instituto João Goulart a respeito da morte do Embaixador José Jobim, assassinado quando iria divulgar documentos sobre as falcatruas e sobrepreços praticados na hidroelétrica de Itaipu, na sua construção pelo regime ditatorial que sepultou o projeto original do Governo João Goulart que já estava pronto sob o desígnio de "Represa Sete Quedas", por um preço de obra dez vezes menor.

José Jobim, ex-embaixador, foi sequestrado em frente à sua casa em 22 de março de 1979. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado em Itanhangá, bairro da Zona Oeste do Rio. Segundo a versão policial, Jobim se enforcou com uma corda. A hipótese é refutada pela família que, na figura de sua filha, Lygia Jobim, dedicou os últimos 34 anos buscando a verdade sobre a morte do pai.
Segundo Lygia, a família foi ainda mais prejudicada com a versão de suicídio, porque companhias de seguro não queriam pagar o que era de direito. O Instituto Médico-Legal (IML) propôs um acordo com os parentes: se eles não continuassem com as investigações, o órgão daria um novo atestado de óbito. Lygia recusou a proposta. Outro fato curioso é que a corda, usada no suposto enforcamento, teria sido comprada por Jobim em uma loja no Alto da Boa Vista. O vendedor, entretanto, era cego e não pôde confirmar a versão da polícia.
Em 1983, quatro anos após a morte do diplomata, a então promotora Telma Musse Diuana (hoje desembargadora aposentada) foi designada para cuidar do caso. Solicitou novas investigações à polícia, baseando-se na "dubiedade do laudo que concluiu pelo suicídio". Reaberto o caso na esfera policial, foi finalmente instaurado um inquérito (antes havia apenas uma sindicância), o qual considerou os fatores da morte do embaixador "todos incompatíveis com a hipótese adotada pelos legistas oficiais". O processo acabou arquivado em 1985, sendo morte de Jobim qualificada de "homicídio por autor desconhecido".

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