sábado, 18 de outubro de 2014

O fascismo botou as garras de fora

Sanguessugado do Miro

Izaías Almada


O fascismo brasileiro botou as garras de fora. Parte da oposição brasileira transformou a atual campanha presidencial numa espécie de filme de faroeste onde a lei é matar ou morrer.

A postura do seu candidato, seu discurso e suas atitudes, alguns dos apoios recebidos, o incentivo ao preconceito e ao racismo, o uso seletivo de frases de bandidos com delação premiada, tudo isso vai desaguar num mar de lama que, freudianamente, procura imputar aos seus adversários. Qualquer aluno do primeiro ano de psicologia mata a charada.

Deixando de lado o fator ‘briga de torcidas’ tão comum em disputas eleitorais, e levando-se em conta os crimes até aqui praticados por boa parte da imprensa brasileira, como a divulgação de pesquisas manipuladas e das tais delações premiadas seletivas contra o governo e o Partido dos Trabalhadores, penso que é dever de todo cidadão brasileiro consciente lutar até o fechar das urnas no próximo dia 26 pela vitória da presidente Dilma Rousseff.

Repito: deixar que marginais tentem influir no resultado das eleições – e por marginais não me refiro apenas ao ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto e ao doleiro Youssef – é uma temeridade e uma prática política que o país tem que enfrentar e derrotar.

A atual oposição e seus cães de guarda estejam eles nos partidos políticos, nas redações jornalísticas ou mesmo em algumas cloacas judiciárias, está abusando da liberdade de que desfruta e apelando para os mais variados golpes de sordidez.

Uma oposição, essa sim, que começa a rachar o país ao meio: preconceituosa, arrogante, antidemocrática. Já é possível, como afirmo na abertura do artigo, identificar algum comportamento fascista ou mesmo nazista de alguns de seus integrantes que atacam nas ruas simpatizantes da candidatura de Dilma Rousseff.

À medida que os dias avançam e nos aproximamos do domingo 26 sentimos a corda esticar e o nervosismo espalhar-se pelos poros da nação, pois desta vez não se trata apenas de ter o eleitor de se identificar com esse ou aquele candidato, com esta ou aquela ideia. Ou proposta.

Há mais do que isto, pois, mesmo em termos embrionários e imaturos de uma consciência política ainda difusa, vai se impondo imperceptivelmente para muitos, à direita e à esquerda, as mudanças e melhorias dos últimos doze anos.

E toda mudança, mesmo que suave, causa o enfrentamento entre os que acreditam nela e os que tentam desacreditá-la ou negá-la.

A propósito, tenho lido aqui e ali alguns artigos de “apoios envergonhados” a Dilma Rousseff com a já velha cantilena do purismo ideológico, esse mesmo purismo que transforma partidos em agrupamentos de pouquíssima representatividade no conjunto da sociedade brasileira.

São os especialistas em coisa nenhuma, os “voyeurs” acima do bem e do mal, que arrotam uma cultura livresca com citações ao pé de página que jamais entenderam, mas que soa bem para uma elite para quem a cultura “é ser segurança no programa do Gugu”.

Quem explora o ódio e o preconceito corre o risco de se tornar vítima desses sentimentos mais cedo ou mais tarde. A direita brasileira, na falta do que propor para o país está abrindo as comportas de um fanatismo alicerçado em bandeiras que já espalharam muita dor pelo mundo.

Os anos Lula e Dilma criaram um projeto para o país, um projeto que confirma a nossa soberania, o nosso desenvolvimento, a nossa solidariedade a países mais pobres, o nosso desejo de paz com nossos vizinhos e em todo o planeta. Estabelece o combate à desigualdade entre os cidadãos e cria estruturas de acesso à educação. Sem esquecer os pormenores de outras questões relevantes, é disso que se trata a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Sobre o candidato Neves, o que se pode dizer é o seguinte: quando a hipocrisia ultrapassa os limites da sua própria natureza já se trata de uma questão de internamento. E a cadeira do Palácio do Planalto não é necessariamente um divã de psiquiatria. O Brasil não merece essa desgraça.

Dia 26 o Brasil será duas vezes 13. Duas vezes Dilma.

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