quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Novamente a repressão e o assassínio político contra os estudantes de magistério de Ayotzinapa

Via O Diário.info

Comissão Política do Partido Comunista do México

O Comité Central do Partido Comunista do México condena a bestial repressão contra os estudantes da Normal (Escola do Magistério) de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, da qual resultou o assassínio de seis jovens, para além de 25 feridos e 25 desaparecidos.
O braço executor foi a Policia Municipal e a Policia Federal, mas a responsabilidade política pertence ao alcalde de Iguala e ao Governador de Guerrero, ambos de extracção perredista (PRD).

Estes factos repressivos vêm comprovar o carácter de classe das gestões governamentais do PRD, que são funcionais para o poder dos monopólios, estando já plenamente integradas no aparelho de dominação. Assim ocorreu em Maio de 2006 em San Salvador Atenco, e o mesmo Ángel Aguirre Rivero, Governador em Guerrero, é responsável pelo assassínio de cinco comunistas.

Em Guerrero a violência do Estado contra o povo desenvolve-se aberta e crescentemente desde há já quase meio século, quando foram assassinados os mineiros do cobre, e não cessa; o assassinato, a violação de mulheres, a tortura, os desaparecimentos, os massacres enlutam os lares do povo.
Atoyac, Aguas Blancas, Charco, Coyuca de Benitez e Ayotzinapa vêm juntar-se aos massacres cometidos pela burguesia e suas forças repressivas, em 2 de Outubro de 1968 e em 10 de Junho de 1971.

Os factos repressivos não constituem uma eventualidade, são intrínsecos à exploração da classe operária e do povo para favorecer a rentabilidade do capital e os privilégios da minoria que constitui a classe dominante. A violência não é algo de extraordinário, mas um elemento da realidade quotidiana.
Por isso a classe operária e o conjunto do povo explorado devem tomar medidas, porque qualquer luta enfrentará esta resposta do Estado.

Tlatlaya e Ayotzinapa não são acontecimentos casuais, são a prova da escolha que o poder dos monopólios faz para confrontar o povo.

Há mais de duas décadas que a ofensiva burguesa contra a educação pública e as escolas do magistério vem sendo escrita com sangue e com prisões, mas hoje um limite foi ultrapassado.

No decurso destes seis anos também nós, comunistas, sofremos esta violência estatal. Sete camaradas foram assassinados nos estados de Guerrero e Oaxaca. Vários camaradas foram ameaçados de morte.

Apelamos à preparação da resposta popular; eles procuram desmobilizar a classe operária, os sectores populares, devemos nós elevar o nível da mobilização, agrupar as lutas em torno da sua essência anticapitalista; eles procuram atemorizar-nos, e nós trabalhadores devemos elevar com mais força a nossa voz de protesto, aumentar a capacidade organizativa da nossa acção. Eles procuram submeter-nos e nós apenas podemos responder com insubmissão e rebeldia; eles procuram que estejamos sempre encurralados, na resistência, na passividade do escravo que espera a morte, e nós devemos preparar a contra-ofensiva: é necessário e urgente passar da resistência à ofensiva. ¡ou eles ou nós!

O Partido Comunista do México exige a imediata destituição de Ángel Aguirre Rivero, Governador de Guerreo e de José Luis Abarca, presidente Municipal de Iguala.

O Partido Comunista de México apela à classe operária, aos estudantes a que desenvolvam uma jornada de luta de 2 a 5 de Outubro em solidariedade com os estudantes da Escola do Magistério de Ayotzinapa e do IPN.

A luta será longa e áspera, mas esta impunidade do Estado, esta violência estatal quotidiana apenas será assunto do passado quando o poder estiver nas mãos do proletariado.

¡Proletários de todos os países, uni-vos!
Buró Político do Partido Comunista de México

Fonte: El Comunista, órgão do Comité Central do Partido Comunista do México

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