quinta-feira, 31 de julho de 2014

O SERPENTUÁRIO TUCANO

Via Jornal O Rebate

Laerte Braga

O fato da bancada do JORNAL NACIONAL ter-se transformado em comitê eleitoral do PSDB, não significa que o partido vá vencer as eleições presidenciais deste ano. Nem os artigos pífios de Eliane Catanhede na FOLHA DE SÃO PAULO. Nesse jornal você lê, quando tem estômago, o que escreve a assessora de José Serra e nas páginas à frente encontra Jânio de Freitas restabelecendo a lucidez e o brilho do jornalismo.


O jingle de campanha do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, exclui o nome de Aécio Neves, candidato do partido a presidente. O aeroporto privado de Cláudio, construído com dinheiro público, o de Montezuma, para favorecer negócios de uma empresa do ex-governador de Minas e sua irmã, pesam e são como pedras levando a candidatura presidencial ao fundo.


O “vamos conversar” de Aécio termina quando as perguntas são incômodas e a expressão para isso é simples. “Assunto encerrado”. Não há conversa, imagina estar em Minas Gerais, onde comprou a mídia e deita rola com distorções, omissões e mentiras.
O ninho tucano é um serpentuário e tem José Serra pronto para o “sacrifício” de uma candidatura presidencial, caso Aécio perceba suas impossibilidades, ou seja forçado a renunciar à candidatura diante de um quadro cada vez pior e numa certa medida aterrador.


Quem não conhecia Aécio já está chegando à conclusão que, cada vez que o candidato abre a boca, espanta milhares de eleitores. É bem mais que um desmiolado, ou é um desmiolado por conta de drogas, corrupção em que é réu num processo no Tribunal de Justiça de Minas, por desvio de verbas da saúde, ou pelas bebedeiras nos bares do Leblon, seja dirigindo com carteira vencida e para lá de Bagdá.


Não adiantam nem os esforços e esgares de um pulha chamado Arnaldo Jabor. Sua opinião não vale um centavo depois de preconizar um “vexame” na Copa do Mundo. No duro mesmo, mistura torcida com opinião jornalística e aí vai para o brejo. Sonha ser Paulo Francis, mas nem nas fraldas está.


E nem tem como chegar. Fez um ou outro filme de sucesso, mas como ator é um desastre, caricatura de um canastrão.


Serra tem que apressar o girar da metralhadora para que Aécio perceba seu fracasso. Num determinado momento o seu plano pode virar suicídio e aí não interessa.


O plano”B” de Alckmin e Serra é a reeleição de Dilma Roussef, apostando num fenômeno chamado “fadiga do PT, em 2018 e a perspectiva de reentrar em cena glorioso e triunfal, como princesa Anastácia a esquecida (Aécio retirou-a dos escombros da história), mas original.


Os dois, Serra e Alckmin são aliados até as eleições, depois não. Vão se picar no serpentuário tucano, vai emergir aquele cujo veneno for mais forte e mais rápido e decisivo.


Sabem que Marina, pelo menos até agora, cometeu haraquiri na aliança com um descerebrado como Eduardo Campos e em 2018 será uma pálida lembrança, a despeito das voltas que a política dá, da incapacidade de montar sequer um partido.


E até a serpente maior, FHC, já se disse disposto a ser candidato. Seria ótimo, iria para o devido lugar que a história lhe reserva, o almoxarifado dos vultos negativos.

Nesse ninho de serpentes, Aécio é uma cobrinha inexpressiva, está sendo devorado e suas explosões públicas, ou suas jogadas de bandido de terceira categoria não estão resultando no que ele imaginava. Nem com as bruxarias de sua irmã Andréa.

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