domingo, 29 de junho de 2014

TODA COVARDIA DEVE SER PUNIDA

feicibuqui do Nildo Ouriques

 

No Mundial da FIFA de 1982 o Brasil enfrentou a Argentina e sapecou 3 x 1, creio. Menotti era o técnico argentino e o inesquecível Tele Santana dirigia a seleção canarinho. Nós vecemos para perder depois para a Italia. Aquelas derrotas custaram caro para brasileiros e argentinos. Depois de Menotti e Tele, o futebol-arte foi abandonado em nome do futebol-resultado e Zagalo-Parreira reinaram como sábios entre nós enquanto Bilardo dominou no país vizinho. A lembrança de Tele e Menotti me assaltou hoje após ver o México perder um "jogo ganho". Estou convencido que bastaria os mexicanos tocarem a bola pra frente, como quem de fato estava dominando a partida, sem temor de perder, afirmando certa tradição que ainda temos no futebol, que poderiam ampliar o marcador. Mas Miguel Herrera - quem foi apenas um lateral aguerrido e brigão como atleta - substituiu Giovani, jogador mais talentoso do México para defender o resultado quando ainda tinha eternos 30 minutos para jogar. Perdeu, obviamente. Agora vi a Costa Rica com o jogo na mão manifestar covardia. Após fazer o gol no inicio do segundo tempo e antes de ficar com 10 na cancha, os jogadores, creio que por conta e risco proprio, renunciaram ao desejo de fazer mais um. Sofreram o empate no último minuto do segundo tempo e amargam neste momento mais 30 de tempo extra. Cretinos. A época dos volantes brucutus parece terminada mas o pior efeito daqueles tempos sombrios criou jogadores para o mercado europeu desde o útero da máe. Um jogador talentoso, creio, é logo discplinado nas escolinhas - sempre tem uma escola no meio do caminho para arruinar a existência de alguém - de tal forma que aqueles atrevidos e imaginativos jogadores são raridade.

É claro que os técnicos não venceram completamente. Ainda há possibilidade de jogadores rebeldes, irreverentes com a bola, geniais, ainda que raros. Arrisco que Felipão esta apostando - juntamente com Parreira - que a Colombia não possui a "disciplina tática" do Chile, razão pela qual podemos ser mais otimistas em relação a sexta-feira. Veremos.

Comentário do bloguezinho mequetrefe

Vou mais aquém. Desde a saída de Saldanha a CBF adotou a doutrina da caserna, daí o reinado de Parreira-Zagalo entremeado por Cláudio Coutinho e Sebastião Lazaroni. Telê foi um ponto fora da curva e a derrota em ’82 de fato arruinou com o futebol brasileiro. É sintomático que jogadores tratem os técnicos por comandantes ou professores, a submissão é total.

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