quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mujica: Política abandonou filosofia; virou receituário econômico

Via Vermelho

Vanessa Martina Silva

“Eu tenho uma preocupação permanente. Temos que semear uma cultura de transformação porque dirigentes não mudam a história da humanidade; a história da humanidade é mudada somente pelos povos. Ainda assim, temos responsabilidades”, afirmou o presidente o Uruguai, José Pepe Mujica durante o encerramento da 2ª Cúpula da Celac ao pedir uma mudança na mentalidade dos atuais governos: “não se muda a história por decreto”.

“A globalização é um fato que vai a caminho do desastre e não formos capazes de fazer aflorar uma consciência”| Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

“Temos que defender a vida o que significa deixar pelo caminho as arestas do desperdício, da contaminação e da escravidão do tempo humano. (…) A mudança climática é uma obrigação humana. (…) Todos vamos pagar o custo com a vida humana. Por isso temos que nos integrar. Nenhum país tem peso para enfrentar sozinho esta incerteza”, refletiu

“Será longa esta marcha. Temos uma velha dívida. Vivemos mais de um século olhando para a Europa e os Estados Unidos. [Com a Celac] demos um passo fantástico, mas temos que construir uma inteligência a favor da integração. Integrar fronteiras, comunicação, saúde, segurança, cultura, universidades, pesquisas dos povos latinos”, pontuou.

“A globalização é um fato que vai a caminho do desastre e não formos capazes de fazer aflorar uma consciência”. O mandatário questionou ainda a veracidade de que a região da Celac é uma área livre de armas nucleares: “como pode estar livre de armas nucleares nossas terras quando submarinos nucleares passeiam por nossas águas?”.
Mujica também opinou que “uma das desgraças da política é ter abandonado o campo da filosofia e ter se transformado em um receituário econômico. (…) Se seguirmos pensando somente no nosso, a civilização está condenada”, concluiu o presidente uruguaio.

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