sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sangue de vampiro da trilha do pó

Sanguessugado do Rovai

Uma história de um vampiro só…

O telefone toca. É ele, meu amigo ave. Ele sempre liga nos momentos mais inusitados.

- Tudo bem maestro, me diz ele.

Ele sempre me chamou assim. Desde o dia que numa assembléia estudantil ele cismou que eu fiz o povo cantar.

- Fala, ave.

Eu só fui chamá-lo assim depois de uns anos. Por conta de algo que talvez não seja assim tão necessário explicar. Ave é meu amigo do lado de lá.

- Tô te achando estranho, maestro. Você não se deu conta de nada ou ficou quietinho porque o vampiro te conquistou?

- Eu, hein, você tá cada dia mais esquisito…rs.

- Vocês são muito fraquinhos. Ficam só na superfície. Não consigo entender como os caras ainda tomam baile de vocês.

- Quer saber, ave, nem eu…

(rimos juntos)

Vou resumir. Ave tem certeza que tem vampiro nessa história do helicóptero.

Por que ele acha isso?

Ave elenca suas hipóteses:

1) O vampiro é quem manda na PF.

2) Se não acredita, pergunta pra Roseana que ela te conta como foi o caso Lunus, me disse ele.

3) Se não acredita, pergunta pros aloprados do PT que tentaram comprar um dossiẽ, me diz ele.

4) Se naõ acredita, me diz ele, pergunta pro rapaz das Gerais.

Ave jura que boa parte das aves entendeu o recado do avião com 450 quilos de cocaína apreendido pela PF.

Ave jura que essa é a senha de sempre. E diz gargalhando: “pó, pára governador…”.

E que no aviário, quando o assunto é poeira, todos entendem o recado.

E sabem da onde vem a ventania.

Entendem que é dia de lua cheia.

Digo que não acredito em vampiros.

Ave ri ainda mais alto.

E diz, você não. Mas a gente tem certeza que ele existe.

E que não ficou no aviário à toa.

E que vai comer muitas aves antes da lua cheia sair de cena.

E desliga o telefone.

Não sem antes dizer. Pode publicar.

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