segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Religiões no Irã

Sanguessugado do Chá-de-Lima da Pérsia

 

A religião oficial do Irã é o Islã xiita duodecimano da escola de jurisprudência Ja'fari que é seguida por cerca de 93,6% da população. A constituição do país estabelece que outras escolas islâmicas são livres e respeitadas. Os muçulmanos sunitas que são maioria no Oriente Médio e no mundo inteiro, são apenas cerca de  6,3% da população no Irã. O Sufismo, ou misticismo islâmico, é popular entre xiitas e sunitas que buscam interpretações espirituais do Islã. O restante da população, são seguidores de outras religiões, incluindo Baha'is, Mandeístas, Yarsanis, Zoroastrianos, Judeus e Cristãos. Os três últimos grupos são reconhecidos pelo Estado e têm assentos reservados para  no parlamento. A fé Baha'i que se originou no séc. XIX, não dispõe de reconhecimento oficial e seus seguidores têm sido intensamente perseguidos, perdendo direitos e liberdades civis que vedam o seu acesso ao estudo superior e ao trabalho.

Santuário do Imam Reza em Mashhad

Catedral armênia de Vank em Isfahan

Os cristãos iranianos são estimados em 300.000, sendo sua maioria, da Igreja Apostólica Armênia. Sua presença no Irã é contemporânea à introdução do Islamismo. Outras denominações presentes são especialmente os Assírios, católicos, protestantes e evangélicos. O governo reconhece os Mandeístas (seguidores de João Batista) como cristãos, mas eles mesmos não se vêem assim.

O Zoroastrismo tem uma história milenar, antecendendo em muito o Cristianismo e o Islamismo, e é a mais antiga religião no Irã que sobreviveu até o presente. Durante o Império Persa foi a religião oficial. Calcula-se que sejam 35 mil seguidores por dados do governo.

O templo zoroastriano do fogo em Yazd

Sinagoga, no bairro judeu de Isfahan

A presença judaica no Irã data de tempos bíblicos, e sua comunidade é a maior do mundo islâmico, com cerca de 25 mil membros. A grande maioria dos judeus iranianos  vive fora do Irã, principalmente nos Estados Unidos e em Israel.

A Constituição da República Islâmica reconhece o Islamismo, o Cristianismo, o Judaísmo e o Zoroastrianismo, mas determina como religião oficial do Estado apenas o Islamismo. No artigo 13 elas são citadas como "Povos do Livro", o que lhes assegura liberdade de culto. Três assentos entre os 270 do Parlamento são reservados aos três cultos não-islâmicos. Por outro lado, cargos oficiais importantes são reservados apenas para os muçulmanos. Todos os membros de religiões minoritárias, incluindo os muçulmanos Sunita, não podem ser eleitos como Presidente da República. A Constituição do Irã, em tese autoriza em seu artigo 23 a liberdade de culto, mas em outros artigos os juízes são autorizados a determinar sentenças de acordo com a tradição e os decretos religiosos islâmicos.

Baseado em Wikipedia e S.F.Sepehr

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