quarta-feira, 14 de março de 2012

Trem-bala: de estelionato eleitoral em estelionato eleitoral

Comentário recebido do meu amigo Lino sobre a postagem de Mauro Santayana denunciando a maracutaia do trem-bala em O confisco italiano e a nossa soberania

Sebastião, faltou o Santayana complementar o "se remuneram muito, mediante os recursos conhecidos" informando o que segue, sem, obviamente, esgotar o assunto:

1-Qualquer idiota, ao pretender fazer uma obra, que seja uma casa, se consultar um engenheiro, mesmo que funcionário público em cargo de confiança, vai receber como resposta que é necessário um projeto executivo, que consiste em um estudo do terreno, se é possível construir no local, se inexistem restrições legais, ambientais,existência de fornecedores,mão de obra, custos, etc, etc...Não fizeram nada disso, apenas encomendaram o tal estudo a Italplan que não servia para nada. São as tais das consultorias contratadas sem licitação, a peso de ouro, sob o argumento de notória especialização. Invariavelmente, os contratantes, ou funcionários contratantes, ficam com mais de 50% do bolo, afinal, é só papel. Em obras, o "faz-me rir", ou "colaboração para o partido" fica em torno de 10%.

2-Um projeto executivo custa de 1% a 2% do valor da obra. Serve, principalmente, para a licitação da própria obra. O governo e as empreiteiras se baseiam no projeto para estipular seus preços na licitação de quem vai executar a obra. Sem projeto executivo,nenhuma empreiteira entra em nenhuma licitação, pois inexistem parâmetros confiáveis. Daí, que uns dizem (chutam!) que o trem bala vai custar R$ 20 bilhões e outros R$ 60 bilhões.Daí, também, que o governo fica atrás de interessados no mundo inteiro e ninguém quer entrar na furada. É o óbvio, qualquer idiota entende, mesmo um funcionário público sindicalista nomeado por cotas partidárias.

3-Depois de anos, o governo e seus competentes funcionários nomeados sem concurso, resolveram que, agora, vão fazer duas licitações; uma para contratar empresa para confeccionar o projeto executivo e outra para quem vai executar a obra. Levaram anos para descobrir o óbvio, o que funciona no mundo inteiro e que, insisto, qualquer criança sabe.

4-O que eu não entendo mesmo é que a nossa Presidenta (dizem uma executiva competente!!!) participou do processo como ministra, insiste que a obra seja feita, apesar de todas as evidências de que é inviável economicamente e da existência de outras soluções mais eficientes, necessárias e baratas e pior, nunca fez nenhuma crítica às besteiras (R$,R$,R$...) feitas até aqui. Tem e vai continuar a ter gato em toda essa estória. No fim, assim como no caso dos aeroportos, chama aí uns fundos de pensão de estatais e o BNDES para bancar a conta.

Abraço,

Linantoim

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