sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A zona europeia – os escombros da democracia

Via Diário Liberdade

Laerte Braga

Ângela Merkel, chanceler alemã (o cargo equivale ao de primeiro-ministro, chefe de governo e já foi ocupado por Hitler) sugeriu ao governo da Grécia adiar as eleições parlamentares nos próximos meses para evitar surpresas desagradáveis na aplicação do plano econômico da Comunidade Européia destinado a “salvar” o país.

A Comissão que chegou a um acordo com o governo grego – governo nominal controlado pelo Banco Central europeu – criou um grupo que vai monitorar a aplicação do pacote, com poderes de intervir no processo político e econômico da Grécia caso constate algum desvio.

A Grécia vira colônia. Perde sua soberania.

A declaração de Ângela Merkel abre espaços para um golpe militar caso os partidos contrários ao pacote consigam maioria no Parlamento grego.

O plano prevê demissões em massa de servidores públicos (saúde, educação, transportes, infra-estrutura, etc), recessão e logo demissão de trabalhadores de empresas privadas, enfim, o tacão nazista ocupa a Grécia e salva bancos franceses, alemães, ingleses e outros da derrocada.

Ao aceitar o plano e a intervenção internacional o primeiro-ministro grego comete crime de traição. Tem o apoio da maioria das forças armadas, o que é natural. Forças armadas em boa parte do mundo são adereços do capitalismo, prontas a assumir o poder e a cair de quatro diante dos donos do mundo. É só olhar o Egito e perceber o papel que os militares daquele país cumprem.

Já diante do povo caem de borduna, câmaras de tortura, lotam as prisões de “inimigos”, uma história que quase todos os povos do mundo conhecem de perto. Nós brasileiros vivemos isso com o golpe militar de 1964.

A democracia nos países da chamada Zona do Euro é uma farsa, está aos escombros, ruindo na Grécia, em Portugal, na Espanha, na Itália, marchando celeremente para a própria Alemanha, França e Grã Bretanha. O conjunto obedece a Washington, perdeu desde muito o sentido de comunidade, como cada nação desapareceu para se transformar em base militar dos EUA sob o eufemismo de OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE.

A princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, foi proibida de usar um adereço de cabelos chamado Fascinator no Royal Ascot. Uma corrida de cavalos criada há 300 anos pela rainha Ana. É considerado o evento mais importante da realeza britânica e estabelece que nenhuma mulher poderá usar sobre a cabeça qualquer coisa com menos de 10 centímetros.

A decisão foi tomada para resgatar as tradições e raízes do Royal Ascot.

É um momento em que personagens do Museu de Cera de Londres ganham vida e assomam a lugares como onde se realiza o Royal Ascot, na tentativa de mostrar que ao contrário do que se imagina, a Grã Bretanha ainda é um império.

É a principal colônia norte-americana na Europa. A Micro-Bretanha.

A Europa é uma ponta visível – a despeito do silêncio da mídia de mercado sob a verdadeira dimensão e motivos do que acontece – do fracasso do neoliberalismo é a herança de Margareth Teatcher emergindo de catacumbas franquistas, salazaristas, hitleristas, do histriônico e nem por isso menos perigoso modelo de Mussolini.

Democracia é o que a cortina sugere. Realidade é a peça que é encenada.

Cada vez mais fica claro que não temos um processo de globalização. Que estava correto em todos os sentidos o geógrafo brasileiro Milton Santos ao defini-lo como “globalitarização”. O poder dos arsenais nucleares imposto aos povos do mundo inteiro.

Somem as nações como as conhecemos, no conceito clássico, surgem os complexos financeiros e empresariais, agregando latifúndios em países como o Brasil, por exemplo, uma grande e poderosa organização gere o mundo. ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.

Essa forma de terrorismo que se abate sobre os gregos (que reagem e lutam nas ruas contra a invasão estrangeira), destruiu o Iraque, a Líbia, ameaça destruir a Síria, impede a vontade popular no Egito, esmaga o povo palestino, põe e dispõe no Afeganistão, conspira contra Chávez, Ortega, transforma o Brasil em entreposto dessa nova ordem (acentuadamente no governo neo-liberal de Dilma Roussef), cria uma verdade única.

Ou o faz através dos meios de comunicação que controla (no Brasil a mídia de mercado é totalmente controlada), ou pelo terror dos bombardeios e das invasões. Sem falar nos assassinatos seletivos, já livremente defendidos pela mídia podre.

Os lordes estão preocupados com o tamanho dos chapéus, tentando retornar à Idade Média na busca desesperada de reencontrar um império que não existe mais, mas curvam-se diante da força maior, o terror nazi/sionista.

O que chamam de democracia é um espaço entre uma ordem ditatorial e outra, nada além disso.

A sugestão de Merkel ao governo grego é uma descarada intervenção em negócios internos de um país, na soberania grega.

A comissão que vai “fiscalizar” a aplicação do pacote, breve estará atuando em toda a Europa para salvar bancos ingleses, franceses, alemães, espalhando suas forças pela Itália, Portugal, Espanha, onde os escombros da explosão grega começam a cair.

É a opressão da classe dominante. Governos representam cada vez menos a vontade popular. E cada vez mais a dos bancos e grandes corporações.

A General Motors, que esteve em condições falimentares no fim do governo de George Bush e início do governo de Barack Obama, num dos seus filmes de propaganda anuncia um novo modelo de automóvel e ao término sugere que está forte de novo.

Milhares de trabalhadores foram lesados no processo de reconstrução da empresa com dinheiro público. Poucos no Brasil sabem que fábricas foram ocupadas nos EUA, batalhas judiciais por direitos básicos travadas em vários tribunais, o que 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de indigência.

A Grécia é um dos países escolhidos para pagar a conta do capitalismo internacional, a orgia do cassino das bolsas de valores, dos grandes brancos e das grandes corporações.

Gregos? Como disse um policial dos EUA ao ser perguntado sobre a ficha criminal de um determinado figurão do país. “Vamos ter que olhar com cuidado do contrário vai aparecer apenas como estatística”.

Há uma zona na Europa e a democracia, que já era uma farsa, está aos escombros. Os velhos coturnos das intervenções nazi/sionistas se disfarçam de “comissão fiscalizadora”.

E breve se espalharão pelo mundo inteiro. Disfarçados de chapéus com mais de dez centímetros sobre cabeças coroadas ou plebeias, todas olhando e em êxtase diante das fogueiras que estão acendendo por todos os cantos.

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