terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Guerra pelo petróleo

Sanguessugado do PoliticaEconomicadoPetróleo

Wladmir Coelho  Contato: (31) 9912-6550 

A militarização do AtlânticoSul, efetivada pela 4ª Frota dos Estados Unidos, recebe um reforço da Armada Inglesa.Tudo para garantir o controle do petróleo da América do Sul.

A dupla Estados Unidos e Inglaterra movimentamsuas tropas para garantir o controle colonial das áreas produtoras oudetentoras de grandes reservas petrolíferas ainda não exploradas em suaplenitude.  

O caso iraniano, em função da importância destepaís para o fornecimento mundial de petróleo, recebe grande atenção da mídia eapesar dos esforços do oligopólio da informação em reduzir a ameaça de invasãodo Irã ao fato combate as armas de destruição em massa não existe aquele serhumano, possuidor de inteligência mediana, que não associe ao petróleo osverdadeiros motivos do conflito.

O cerco ao Irã necessita de uma operaçãocomplexa envolvendo o controle político da Síria como forma de isolamento dospersas e enfraquecimento da presença militar russa no Mediterrâneo. Comosabemos no cenário de guerra previsto para o controle do Irã a Rússia éclassificada como aliada deste país e possui, justamente na Síria, uma basemilitar naval cujo poder de fogo foi acrescido desde o final de 2011 com pelomenos um porta aviões, submarinos e mísseis balísticos.

Enquanto ao caso iraniano aplica-se o clássicoconto das armas de destruição em massa – lembrai-vos do Iraque – no AtlânticoSul as forças coloniais apresentam-se menos sutis e revivendo os dias de glóriaa esquadra britânica envia de forma despudorada forças navais, incluindo a jóiada Armada, devidamente protegida por um submarino nuclear.

Nesta ocupação militar a monarquia inglesa(existiria um regime mais ridículo?) aproveita para promover o príncipeherdeiro que divide o seu tempo nesta missão entre divertir-se pilotando umavião e posar para fotos vestindo uniformes militares em tentativa patrioteirade levantar o moral da elite britânica fortemente abalada em função da criseeconômica.

Apenas um questionamento. O leitor já imaginou quetipo de repercussão resultaria da imagem do filho do presidente da Venezuela,eu nem sei se ele tem um filho, usando uniforme militar pilotando um caça emqualquer região do planeta? Sabemos todos a resposta.

Retomando. Uma força militar inglesa semjustificativa aparente está ocupando o sul do nosso continente. O motivooficial seria um exercício de rotina para proteger um enclave colonial - simeles ainda existem ! - as Ilhas Malvinas.

A Argentina, que não possui bomba atômica,reivindica a soberania das Malvinas. Os ingleses para militarizar a região nãopodem, deste modo, usar a desculpa da arma de destruição em massa para protegera sua colônia. Assim utilizam do aniversário de 30 anos da guerra contra osargentinos como justificativa.

Certamente, com seu apego a tradiçãosupersticiosa dos magos, os ingleses consultaram os astros e receberam algumtipo de informação mágica dando conta da tomada da ilha a cada 30 anos pelosargentinos.

Independente da magia o potencial petrolíferodas Malvinas merece nossa atenção. Estima-se um volume de 8,3 bilhões de barrisexistindo cálculos que elevam este número para 60 bilhões de barris.

Somente a empresa Rokhopperpossui em seu bloco estimativas de 350 milhões de barris, mas ao buscarfinanciamento alega um potencial de 500 milhões. A Coroa, que encontra-se emapuros financeiros estima arrecadar nas Malvinas, somente em royalties, 180bilhões de dólares.

A Inglaterra possui vasta experiência emcontrolar na marra áreas petrolíferas fora de seu território. A atual BritishPetroleum (BP) nasceu assim e por coincidência no Irã quando no início doséculo XX o Lorde do Almirantado, Winston Churchill, resolveu substituir ocarvão por um óleo derivado do petróleo para movimentar os navios de guerra.

Mohamed Mossadegh

Este controle durou até os anos 50 quando ogoverno de Mohamed Mossadegh nacionalizou pela primeira vez o petróleoiraniano. Depois desta nacionalização os Estados Unidos – ironicamente comapoio dos aiatolás – realizaram um golpe contra Mossadegh instituindo umamonarquia que entregou o petróleo às empresas estadunidenses.

Em nossos dias as duas potências realizam um acordoquanto a divisão das áreas produtoras reservando o petróleo iraniano, em suamaior parte, para os Estados Unidos enquanto os ingleses assumem, dentre outrasregiões, as ilhas Malvinas.

Lembre-se: O Brasil, abençoado por Deus e bonitopor natureza, também localiza-se no Atlântico Sul e possui petróleo em grandequantidade ainda não explorado. A legislação brasileira, ao contrário dairaniana ou venezuelana, permite a livre exploração por empresas estrangeirasque tornam-se proprietárias do petróleo retirado das profundezas do pré-sal oudos blocos em terra. Aoque tudo indica para o Brasil não há necessidade de navios de guerra afinal possuímosum governo pacifico e cordial.

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