sábado, 31 de dezembro de 2011

Um rastilho de pólvora aceso à busca do barril de pólvora ou o ano do “rei está nu”

GilsonSampaio

Esta não é propriamente uma retrospectiva de um ano caracterizado como um rastilho de pólvora aceso à busca do barril de pólvora que se apresenta como 2012. Se o fogo vai atingir o barril, vai depender de nós.

Ou, também, poderia ser o ano do “rei está nú”.

No ocidente civilizado e iluminado, EEUU-OTAN, a tendência é de que os Estados se transformem em gigantescas senzalas a servir a canalha bancária, como já são senzalas modernas a Espanha, a Itália e a Grécia. É a nova versão da servidão humana amplamente preconizada pela literatura e cinema.

Ainda o ocidente civilizado e iluminado, EEUU-OTAN, prossegue na sua cruzada levando uma democracia de cemitério aos países possuidores de petróleo e riquezas minerais. Em especial, a água começa a  ganhar protagonismo.

Aqui na América do Sul estamos meio barro e meio tijolo. Mercosul, Unasur, CELALC apontam para uma boa direção enquanto alguns países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai claudicam titubeantes entre a soberania e a vassalagem.

O Brasil. Ah, o Brasil!, como demorou para deixar o rei nu!

A peça mais vistosa foi a mais difícil, foi rasgada, pisoteada, manchada mas ainda conserva o poder de encantar a vassalagem interesseira das elites, das oligarquias e as mentes desavisadas: a mídia golpista, corrupta, venal, venezuelizada e sobretudo, sem-vergoinha. Esconder a maior roubalheira já havida no país, denunciada por Aloysio Biondi e re-denunciada por Amaury Ribeiro Jr, protegendo seus interesse ao blindar Serra e os '”heróis” da privatização não foi uma boa ideia.

O livro do Amaury Jr. e a CPI da Privataria, esta se realmente ocorrer, pelas próprias existências terão cumprido a função de desmascarar a tucanalhada vassala e enterrado para todo o sempre a versão entreguista do Cabo Anselmo como se tem revelado o mitômano Serra. Não acredito que a CPI da Privataria levará algum figurão para a cadeia, tal como a CPI do Banestado “empizzada” pela presença dos empoderados e endinheirados, a podre flor do empresariado e da  massa cheirosa.

Outra peça difícil de ser tirada só foi possível pela ação corajosa e solitária de uma mulher: a Corregedora Angela Calmon. Ao despir a toga imunda da Justiça espalhou o pânico pela casta ávida de privilegios e impunidades.

O streep-tease continua com a Comissão da Verdade meia boca, ainda assim, vai enfrentar muita resistência e alumiar os porôes da ditadura e trazer para os holofotes alguns torturadores.

O rastilho de pólvora foi aceso e as roupas foram tiradas, o ano que chega, promete.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.