segunda-feira, 25 de abril de 2011

Organizações realizam campanha de solidariedade ao jornalista Joaquín Pérez

Via Adital

Karol Assunção

A captura do jornalista Joaquín Pérez Becerra, na Venezuela, logo gerou reação de movimentos e organizações sociais de várias partes do mundo. Ao saberem da detenção de Pérez Becerra, ativistas e defensores dos direitos humanos iniciaram uma campanha de solidariedade ao jornalista e contra a extradição dele à Colômbia. Hoje (25), em conversa com sua esposa, Becerra confirmou a decisão das autoridades venezuelanas de enviá-lo ao país vizinho.

O jornalista foi capturado no sábado passado no aeroporto internacional de Maiquetía por autoridades venezuelanas a pedido de Juan Santos. Notícias dão conta de que o mandatário colombiano informou a Chávez que Pérez Becerra chegaria à Venezuela em um voo comercial vindo de Frankfurt (Alemanha).

Pérez Becerra é diretor da Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol) e opositor do Estado colombiano. Em 1994, recebeu asilo político na Suécia devido à perseguição sofrida na Colômbia. Apesar de ter nascido no país sul-americano, hoje possui nacionalidade sueca.

A Campanha de Solidariedade pede aos interessados que enviem cartas, correios eletrônicos e mensagens via twitter (@chavezcandanga, @vencancilleria, @mincioficial) para as autoridades venezuelanas expressando o rechaço à extradição de Pérez Becerra à Colômbia. Para participar da campanha, é necessário informar a adesão para: libertadjoaquinperez@hotmail.com.

Os rechaços à captura do jornalista e os pedidos de não extradição partem de organizações de diversos países. Ontem (24), o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (Copinh) enviou uma carta a Hugo Chávez solicitando a liberdade de Pérez Becerra.

"Consideramos que a detenção do companheiro Pérez Becerra é injusta, demandamos sua liberdade e que sob nenhuma circunstância deve ser entregue ao sucessor do imperialismo e seu governo que continua levando morte às lutadoras e aos lutadores colombianas/os e exportando até o paramilitarismo como o que faz atualmente em Honduras”, apresentou.

As organizações denunciam que o jornalista não pôde se comunicar com advogados e organizações sociais. Nem mesmo o cônsul sueco que está na capital venezuelana tem informações sobre o estado de Pérez Becerra.

"Resulta alarmante que a República Bolivariana da Venezuela se preste a uma operação de perseguição política, negando-lhe, ademais, seus direitos fundamentais dentro do país ao mantê-lo incomunicável desde o dia de sábado e ponha em risco sua liberdade e integridade ao pretender extraditá-lo com base em dados falsos. Necessário é recordar que a alarmante cifra de jornalistas assassinados na Colômbia ascende a 150 nestes últimos 20 anos, três somente no último ano”, destacam em declaração pública.

Informações de agências revelam que Becerra tem uma ordem de "carta vermelha” emitida pela Polícia Internacional (Interpol) e é acusado, na Colômbia, de financiamento do terrorismo, reunião para delinquir e administração de recursos relacionados a atividades terroristas. Essas acusações são questionadas pelas entidades que promovem a campanha.

Com informações de Telesur e ABP Notícias

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