quarta-feira, 27 de abril de 2011

Enquanto isso, em Gaza …

Via Prensa Latina

Israel agride Gaza e anuncia assentamentos em Jerusalém

Erica Soares

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Veículos militares de Israel entraram hoje no sudeste de Gaza e intimidaram a população com disparos, enquanto o governo sionista anunciou a construção de 800 casas em um assentamento de Jerusalém.

  Residentes em Khan Younis, a segunda cidade mais importante desta faixa costeira palestina, relataram que seis escavadoras, um tanque e soldados do Exército de Tel Aviv ingressaram ao menos 200 metros no território pela fronteira leste e abriram fogo.

Embora não se tenha registrado feridos, a ação gerou tensão em imediações da área limítrofe declarada unilateralmente pelo Estado sionista como "zona restringida".

A agressão ocorreu depois que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla Gaza, e outras facções palestinas anunciaram que receberão no final de maio uma nova flotilha de ajuda humanitária que tentará romper o bloqueio israelense ao território.

O comboio de embarcações prevê entrar no dia 31 de maio em águas jurisdicionais de Gaza bloqueadas por Israel, coincidindo com o primeiro ano da letal abordagem feita por militares sionistas à Flotilha Liberdade em águas internacionais do Mar Mediterrâneo.

Aquela agressão provocou a morte de nove pacifistas turcos e deixou feridos outros 50 membros do Movimento Gaza Livre, pelo que mereceu enérgicas condenações da ONU e da comunidade internacional, apesar de Tel Aviv se negar a oferecer sequer desculpas a Ancara.

Por outro lado, informações difundidas procedentes da ocupada Cisjordânia indicaram que o ministro israelense de Moradia, Ariel Attias, aprovou a construção de 800 unidades habitacionais para levantar um novo bairro na colônia judia de Givat Zeev, no norte de Jerusalém.

Em declarações à rádio israelense, o titular assinalou ter disposto os fundos necessários para iniciar as edificações, ainda que requer-se o aval definitivo do Ministério de Defesa.

O agrupamento israelense Paz Agora, que sistematicamente reprova a hostilidade sionista contra os palestinos em Gaza e na Margem Ocidental, advertiu que o novo assentamento é "uma ameaça à solução de dois Estados e criará uma nova realidade no terreno."

O diálogo de paz palestino-israelense permanece estancado desde setembro de 2010 após o premiê Benjamín Netanyahu negar-se a prorrogar uma moratória na ampliação das colônias.

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