sábado, 31 de julho de 2010

Mitômano inaugura central de mentiras

Sanguessugado do Tijolaço

Para ninguém dizer que eu não ajudo o Serra

A campanha de Serra na internet lançou a versão on-line dos “esquadrões serristas” que estão percorrendo o país em busca de “boatos” sobre o que ele considera mentiras a seu respeito.

Para não dizerem que eu só falo mal do “coiso”, já ofereço logo a minha contribuição sobre notícias falsas que se andam espalhando sobre o candidato tucano.

1- Serra está nas frentes das pesquisas: Boato difundido por um certo instituto Datafolha, com sede na Av. Barão de Limeira, em São Paulo;

2- Serra é o pai dos genéricos: Notícia evidentemente falsa, uma vez que o próprio Serra acabou dizendo que “nem sabia que existia genérico” quando entrou no Ministério da Saúde. A fonte do boato é o programa de propaganda eleitoral do PSDB, como pode ser visto aqui (link);

3- Serra defende a privatização: Boato espalhado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao site da revista Veja. (link);

4- Aécio Neves está fazendo corpo mole na campanha de Serra e se vingando da rasteira que tomou quando o ex-governador paulista vetou a realização de prévias no PSDB: A fonte desta matéria notóriamente inverídica é o jornal “A folha de São  Paulo”, na sua edição de ontem;

5- O vice I. da Costa foi enfiado goela abaixo de José Serra: Mentira: Como o próprio Serra disse, da Costa é “um rapaz de quem eu gostava especialmente”, embora só o tenha encontrado uma vez antes da designação, assim mesmo numa mesa de churrascaria durante o jogo do Brasil com a Coréia do Norte. Todos sabem que a grita do DEM, as reuniões que vararam madrugadas, e o anúncio público de que o vice seria Álvaro Dias foram só brincadeirinha;

6- Os pedágios paulistas são caríssimos: Todos sabem que isso não passa de “trololó” dos petistas e do jornalista Heródoto Barbeiro, que perdeu seu emprego na TV cultura por espalhar a informação inverídica. O governador Geraldo Alckmin também é um dos boateiros, pois admitiu que é preciso rever o valor dos pedágios estaduais;

7- A cratera do metrô não foi resultado de obras male executada durante a gestão tucana: Qualquer criança sabe que ela foi destruída por um disparo de raio laser vindo de uma galáxia distante;

8- O Jardim Romano não passou quase dois meses debaixo de água: O alagamento das ruas na verdade foi uma obra performática para que os pobres pudessem ver o reflexo de sua própria situação.

9- Serra não é de esquerda: Calúnia. É uma afirmação que se desmonta com a simples constatação de que seus aliados são Paulo Maluf, Orestes Quércia, Kátia Abreu, os Bornhausen, Jair Bolsonaro, a Globo e a Folha.

10- José Serra têm chances de ganhar a eleição: Boato que qualquer Brasileiro sabe, não tem a menor possibilidade de ser verdade.

Verde e Humanismo

GilsonSampaio

Blog de Claudio J Contijo com foco na ecologia e humanismo. Muito bom e com muitas fotos de mato e seus habitantes.

O endereço é http://vervida.blogspot.com/


image

Prá quem nunca foi devorado por carrapato ou roçou o braço numa moita de urtiga, esse bichinho acima é um João-de-barro e o debaixo é um Tatupeba.

Como eles não falam a nossa língua, eu falo por eles: Muito prazer.


image

Imperialismo a la carte

Via Carta Maior

“A coligação tucadema inventou o imperialismo a la carte, isto é, ao gosto do freguês. Funciona mais ou menos assim: como estamos em campanha, podemos fazer do nosso discurso um móbile (que pós-moderno!), uma instalação (que vanguardismo!) ao gosto do freguês que nos ouve.”

“A coligação da direita brasileira chegou a virar as costas à própria oposição venezuelana quando esta veio implorar-lhes que votassem pela aceitação do seu país no Mercosul.”

Flávio Aguiar

A campanha tucadema acaba de inventar um novo conceito geopolítico: o imperialismo a la carte.
Lá nos tempos idos do colonialismo, ainda que os impérios tivessem conceitos próprios e os aplicassem religiosamente (o termo vem a calhar), predominava uma concepção de conquista que a gente pode chamar de “no varejo”.
Ou seja, conforme as circunstâncias, os métodos aplicados tinham uma certa maleabilidade, inclusive aquela do “dividir para vencer”. No futuro Brasil, os portugueses foram doutores nisso. Iam dividindo e conquistando as tribos, fazendo-as inimigas umas das outras, destruindo primeiro as inimigas, depois destruindo ou engolindo através da assimilação, forçada ou não, as aliadas. Também os métodos da conquista variavam de continente para continente (basta estudar o teatro dos conquistadores nas Américas e na Ásia para dar-se conta disso).
Já nos tempos imperialistas propriamente ditos, os ingleses refinaram o método. Nas Américas sua ocupação era de um tipo, na África outro, na Ásia outro. Na China chegou a haver uma espécie de condomínio imperialista, uma espécie de “joint venture” avant-la-lettre, na qual os Estados Unidos já entraram. Nas Américas os britânicos praticaram à larga a “joint-venture” com as oligarquias que açambarcaram os movimentos independentistas.
No século XX, veio novo refinamento. Os movimentos nacionalistas, as disputas ideológicas e a Guerra Fria impuseram um tipo de “satelização” – manu militari ou pata econômica, ou ambas, - dos territórios e povos-alvo. Ou seja, estes tornavam-se uma espécie de “filial” dos vitoriosos, uma casa de negócios com gerência própria, mas não autônoma: quem determinava o cardápio e quem comia o quê era uma política negociada com a matriz.
O fim da Guerra Fria trouxe de vez o imperialismo no atacado. A potência supra-dominante impõe tudo: cardápio, entrada, prato principal, sobremesa e bebidas, tudo servido goela abaixo do freguês. É que, definitivamente, nos territórios-choque, a guerra deixou de vez de ser a extensão da política, como queriam os clássicos do ramo, e passou a ser a razão de ser da política. Nos territórios onde não há ou não havia guerra armada, a política passou a ser, nesta visada, ou patada, a extensão da economia concebida como guerra, e às vezes de extermínio, sobretudo de sonhos, alternativas, desejos outros, essas quireras que de uma vez por todas os povos subalternos não devem ter ou só podem ter de maneira comedida – quer dizer, medida pelos dominantes.
Pois agora, nesse quadro dramático da cena mundial, a coligação tucadema inventou o imperialismo a la carte, isto é, ao gosto do freguês. É mais democrático do que as versões anteriores, não resta dúvida. Funciona mais ou menos assim: como estamos em campanha, podemos fazer do nosso discurso um móbile (que pós-moderno!), uma instalação (que vanguardismo!) ao gosto do freguês que nos ouve. Ah, ele tem medo das Farc e do narco-tráfico? Então tome lá doses maciças nas manchetes da mídia “sempre alerta” de narco-Farc, sempre grudado isso, como “tags”, nos perfis da candidata da situação, e se não foi ela foi seu antecessor, e se não foi ele foi o partido, e se não foi o partido foi seu pai ou seu avô, como na fábula do La Fontaine, versão Monteiro Lobato.
Ah, os nossos correligionários têm preconceito contra “bugre”? Então pau no Evo Morales, no Lugo, e vamos chamar a política brasileira de igualdade no continente de filantropia, porque disso eles também não gostam. Ah, mas o freguês acha também que civilização é comer pizza em Miami. Então acrescenta aí no menu oferto mais uma dose dupla de subserviência aos impérios dominantes, para garantir os (supostos) privilégios das migalhas que caem da mesa só para “nós”, os que sabemos o que “política” e “civilização” devem ser. E por aí vai. A política, assim concebida, se transforma numa espécie de “portal de fragmentos” (ia dizer “colcha de retalhos”, mas para os tucademos isso é coisa de atrasado), colhidos ao acaso. Porque não há responsabilidade no dizer, não há aliados a construir.
A coligação da direita brasileira chegou a virar as costas à própria oposição venezuelana quando esta veio implorar-lhes que votassem pela aceitação do seu país no Mercosul. Esses fragmentos são colhidos ao acaso – conforme o rosto do freguês que está na frente e o que diz o marketing de hoje – mas não são concebidos assim. Eles fazem parte de um discurso articulado, que prega a subserviência em política internacional diante dos impérios e a arrogância ou o ignorar diante dos mais fracos. Mas como isso assim não pode ser dito na lata, então é necessário esfrangalhar o próprio discurso nesse esmerilho de pequenas farpas acusatórias do outro lado, para ir grudando nas suas vestimentas os “tags” do medo e também da falta de respeito para com os outros.
Pois é isso que a “massa cheirosa” quer.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

"La CIA mató a Prats", dice el ex jefe de la DINA chilena

Via  El País

 

"Al general Prats lo mandó matar la CIA", sostuvo ayer en una entrevista televisada el general chileno retirado Manuel Contreras Sepúlveda (81), condenado a más de 200 años de prisión en 40 juicios por violaciones de los derechos humanos durante la dictadura de Pinochet. Contreras era el jefe de la DINA (policía política) cuando al general Carlos Prats -antecesor de Pinochet como jefe del Ejército y hombre clave del presidente Allende-, fue asesinado, junto a su esposa, Sofía Cuthbert, el 30 de septiembre de 1974 en Buenos Aires.”

      Contreras rechazó haber sido agente pagado de la CIA, que en 2005 desclasificó unos documentos que le señalaban como agente a sueldo. "Nunca he recibido un cinco de la CIA, ni para la DINA, ni para mí. Hemos sido condenados exclusivamente por ser militares", añadió el general, quien reconoció que había enviado un mensaje a las tres hijas de Prats, que lucharon 36 años para que se hiciera justicia.

      "Yo sentí mucho que muriera su padre porque fue profesor mío en la Academia de Guerra (...) No matamos a nadie que no fuera terrorista. A nadie he mandado a matar jamás ni he dado ninguna orden de matar. En el Ejército de Chile no se da orden de matar. Las manos no las tengo manchadas con sangre", insistió Contreras, que padece de cáncer de colon y diabetes. "Yo fui jefe de una institución que eliminó el terrorismo en Chile. Estoy orgulloso de lo que hizo la DINA", afirmó Contreras

      image

      A direita raivosa quer a América do Sul em guerra

      Via Resisitir

      Nas montanhas da Colômbia

      Pela paz democrática com justiça social

      Ivan Pinheiro [*]

      Ivan Pinheiro em entrevista à 'Rádio Rebelde'.

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

      Nos últimos anos, venho cumprindo tarefa partidária no sentido de restabelecer e estreitar as relações do PCB com organizações e partidos revolucionários, com destaque para a América Latina. Este trabalho político tem como objetivo principal o reforço do internacionalismo proletário, na luta anti-imperialista e pelo socialismo.
      A América Latina é palco de uma intensa luta de classes, antagonizando forças populares dispostas a aprofundar mudanças sociais e as oligarquias associadas ao imperialismo, sobretudo o norte-americano.
      Ao XIV Congresso Nacional do PCB, realizado em outubro do ano passado, compareceu a grande maioria dos Partidos Comunistas da região. Além de viagens recentes de camaradas da direção do PCB e da UJC (União da Juventude Comunista) a Argentina, Chile e Uruguai e outros países, pessoalmente estive na Bolívia, Cuba, Colômbia, Equador, Honduras, Paraguai, Peru e Venezuela. Nestas viagens, tive contatos com camaradas de Costa Rica, El Salvador, Haiti, Nicarágua, Panamá, Porto Rico e República Dominicana.
      Numa dessas viagens, fui convidado a conhecer presencialmente a mais antiga e importante organização insurgente do continente: as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), que há 46 anos luta nas montanhas pela libertação nacional e pelo socialismo na Colômbia. A organização foi criada em função de uma necessidade objetiva de os camponeses colombianos defenderem seus pedaços de terra, suas casas e suas famílias da violência do Estado e de milícias a serviço do latifúndio.
      Tive que tomar solitariamente a decisão de aceitar o convite e viajar no dia seguinte para as montanhas andinas, já que era o único membro do PCB naquela viagem e, por razões óbvias, não poderia consultar meus camaradas da direção do Partido no Brasil. Portanto, resolvi passar alguns dias num acampamento das FARC na Colômbia por iniciativa própria, sob minha exclusiva responsabilidade, e não por decisão partidária. Mas estava convicto de que minha atitude era compatível com a linha política do Partido.
      Valeram a pena as duras viagens, de ida e volta, por regiões e países dos quais não me recordo, até porque toda aquela região é habitada pelo mesmo povo, dividido artificialmente em vários países, pelos interesses do capital. Passei por belas paisagens, conheci uma fauna e uma flora exuberantes, alternando meios de transporte os mais variados, como automóveis, canoas e mulas, além de saudáveis mas cansativas caminhadas.
      Ficarão para sempre em minha memória os diálogos que mantive com os jovens guerrilheiros e guerrilheiras que conheci e as fotografias que não pude tirar do trabalho dos camponeses, das creches, escolas e postos de saúde criados e mantidos pelo "Estado" guerrilheiro em seu território, do cotidiano do acampamento.
      Foram momentos que me marcaram, reforçando valores como a disciplina partidária, o trabalho coletivo, a camaradagem. O aprendizado nas reuniões diárias do coletivo, ao anoitecer, para repercutir documentos políticos e notícias atualizadas, da Colômbia e do mundo todo, ouvidas nos rádios que fazem parte do enxoval dos militantes. As bibliotecas volantes, onde não faltam clássicos do marxismo e da literatura.
      Impossível esquecer a entrevista que fiz em "portunhol" para todo o contingente guerrilheiro, através da Rádio Rebelde.
      Como não guardar com carinho o único objeto físico que pude trazer da viagem, um caracol que ganhei do jovem guerrilheiro que me serviu de guia e apoio durante a estadia, no dia em que nos despedimos sem que pudéssemos conter as lágrimas que misturavam sentimentos de fraternidade e paternidade.
      Muito mais do que a curiosidade, o espírito de aventura e a simpatia pelas FARC, falou mais alto em minha decisão o dever revolucionário de contribuir, de alguma forma, para os esforços para uma solução política da complexa questão colombiana. Muito antes da viagem e da instalação de mais sete bases militares norte-americanas na Colômbia, eu já tinha consciência de que esse país vinha se transformando numa cabeça de ponte do imperialismo na América Latina, onde cumpre o papel que Israel exerce no Oriente Médio.
      Num artigo que publiquei há alguns anos ("Impedir a guerra imperialista na América Latina") , já dizia textualmente:

      "... para dar solidariedade aos povos venezuelano, boliviano, equatoriano; para lutar para que possam avançar as mudanças e a luta de classes na América Latina, mesmo em processos mais mediados e contraditórios; para evitar que haja guerra e retrocesso em nosso continente; para tudo isso, há um pré-requisito: derrotar o verdadeiro eixo do mal, os braços do imperialismo norte-americano em nosso continente: o governo fascista e o Estado terrorista da Colômbia!"

      Já tinha claro, quando resolvi aceitar o convite, que não interessa à oligarquia colombiana, tampouco ao imperialismo, reconhecer o caráter político da guerrilha e, muito menos – para não lhe dar protagonismo - estabelecer com ela um processo de diálogo que possa pôr fim ao conflito armado na Colômbia, que dificilmente será solucionado pela via militar.
      Estamos diante de uma espécie de empate, em que nem as guerrilhas (FARC e também a ELN, que segue lutando) têm muitas possibilidades para expandir o território sob seu controle (quase um terço do país), nem as forças militares e paramilitares conseguem derrotá-las.
      À oligarquia colombiana interessa a manutenção do conflito, para se locupletar dos bilhões de dólares dos programas militares bancados pelos EUA e atribuir cinicamente aos insurgentes a mais rendosa atividade do grupo que detém o poder no país: exatamente o narcotráfico.
      Aos EUA, não interessa a solução do conflito, para poder justificar a "guerra contra o narcoterrorismo", que lhe permite manipular a opinião pública para reinstalar a Quarta Frota, criar mais sete bases militares na Colômbia, dar um golpe em Honduras, botar milhares de soldados no Haiti e agora na Costa Rica e firmar acordos militares com vários países na região, lamentavelmente inclusive com o Brasil, assinado recentemente.
      O objetivo do imperialismo é reforçar sua presença militar para tentar desestabilizar e derrubar governos progressistas, em especial o da Venezuela, apertar o cerco a Cuba, evitar o fortalecimento da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas), frear o processo de mudanças na Bolívia e outros países, tudo isso de olho grande nas extraordinárias riquezas naturais do continente, como petróleo e gás, água e minerais.
      Nos anos 90, houve na América Latina um processo negociado de desmilitarização de grupos guerrilheiros. Na América Central, todos esses entendimentos resultaram em acordos, com a transformação das guerrilhas em organizações políticas legais. Duas delas, aliás, estão hoje no governo de seus países: a FMLN (El Salvador) e a FSLN (Nicarágua). Na Colômbia, entretanto, este processo terminou com o cruel assassinato de mais de 4.000 membros da União Patriótica, partido político então legal, que incorporava parte dos militantes das FARC que desceram das montanhas, do Partido Comunista Colombiano e de outras organizações de esquerda.
      Portanto, as FARC não podem promover uma rendição unilateral, incondicional, uma paz de cemitérios, jogando fora um patrimônio de décadas de luta e submetendo seus militantes a um genocídio. O que pretendem é um diálogo que torne possível uma paz democrática, que ponha fim não só ao conflito, mas ao terrorismo de Estado, à expulsão de camponeses de suas terras, às milícias paramilitares, ao assassinato e à prisão de milhares de militantes e que assegure liberdades democráticas e verdadeiras mudanças econômicas e sociais.
      Mas o início de um diálogo de paz na Colômbia – que interessa a todas as forças e personalidades democráticas, pacifistas e anti-imperialistas e não apenas aos comunistas – só será possível através de uma ampla campanha internacional pela paz com justiça social e econômica na Colômbia, cujo êxito tem como pré-requisito o reconhecimento das FARC e do ELN como são em verdade: organizações políticas beligerantes.
      Foi para contribuir para essa necessária e urgente campanha – conhecendo e divulgando um pouco mais a história, a realidade, os pontos de vista e as perspectivas das FARC – que resolvi conviver alguns dias com os guerrilheiros e conversar, sem preocupação com o relógio e o celular, com alguns de seus comandantes, em especial Iván Marquez e Jésus Santrich, que me visitaram no acampamento em que me hospedei.
      Não voltei ao Brasil para fazer proselitismo sobre uma forma de luta que considero incompatível com a atualidade brasileira, mas que respeito como legítimo direito dos povos na luta contra a opressão. Voltei determinado a contribuir para a abertura de um diálogo político na Colômbia.
      O PCB e outras organizações e personalidades entendem a importância desse diálogo para o avanço dos processos de mudança na América Latina, que depende da neutralização da agressividade do imperialismo em nosso continente, cujo centro de gravidade é o terrorismo de Estado colombiano.
      A Colômbia é o segundo destino mundial de ajuda financeira para fins militares e de material bélico dos EUA, após Israel; tem as Forças Armadas mais numerosas, armadas e treinadas da América do Sul. Um dos objetivos principais do imperialismo, diante da crise sistêmica do capitalismo, é fomentar guerras localizadas, sobretudo contra países fora de sua esfera de dominação e, preferencialmente, possuidores de riquezas naturais.
      O Estado narcoterrorista colombiano é o instrumento para provocar conflitos militares na região, como foi o caso da invasão do espaço aéreo equatoriano para o ataque ao acampamento do comandante Raul Reyes, o secretário de Relações Internacionais das FARC, que tinha como tarefa exatamente promover trocas humanitárias de prisioneiros e abrir espaço para uma solução negociada do conflito militar.
      No caso da Venezuela – onde o processo de mudanças na região mais avança – as provocações são mais ousadas, constantes e perigosas. A Colômbia, que já infiltrou milhares de paramilitares no território venezuelano, para preparar um golpe contra Chávez, agora acusa a Venezuela de abrigar guerrilheiros das FARC, utilizando-se de manipulações tecnológicas, como as que vem fazendo até hoje com o inacreditável computador pessoal de Raul Reyes, que resistiu incólume a um bombardeio aéreo intenso, em que todo o acampamento foi destruído e morreram 26 pessoas.
      Os EUA já se associaram a estas "denúncias" do governo colombiano e já agitam propostas de levar o caso para organismos multilaterais que hegemonizam. As relações diplomáticas entre a Colômbia e a Venezuela estão cada vez mais tensas. É necessária uma urgente ação política para evitar o agravamento do conflito, que só interessa ao imperialismo e à direita, não só colombiana, mas de todos os países da América Latina, que fazem de tudo para ajudar a derrubar o governo venezuelano, através de sua satanização e manipulação.
      Aqui no Brasil não é diferente. Toda a mídia burguesa se associa às denúncias do governo colombiano e a direita aproveita o momento eleitoral para criticar o governo brasileiro exatamente em relação a um dos poucos aspectos que os internacionalistas nele valorizamos. Apesar da vacilação, da dubiedade e das contradições – em face do objetivo principal da política externa brasileira de transformar o país numa grande potência mundial –, ao Estado brasileiro não interessa a guerra imperialista, mas sim a expansão do capitalismo brasileiro.
      A direita, para instigar a guerra entre a Colômbia e a Venezuela, tenta desqualificar o Brasil como mediador da crise. Para isso, acusa o partido do Presidente da República de relações e atitudes que infelizmente não são verdadeiras, pois poderiam ter ajudado a solucionar o conflito colombiano.
      Na Colômbia, é expressivo o movimento conhecido como "Colombianos pela Paz" – que estimula a troca de prisioneiros e tenta criar um ambiente favorável ao diálogo –, liderado pela senadora Piedad Córdoba, com quem participei, em outra ocasião, de reunião em Bogotá para tratar do tema da paz naquele país, juntamente com outros militantes latino-americanos, dentre os quais Carlos Lozano, do Burô Político do Partido Comunista Colombiano, um dos dirigentes internacionalistas mais dedicados à solução do impasse em seu país.
      Mas essa campanha não será exitosa se não contar com a ampla participação de governos, instituições e personalidades democráticas e progressistas de vários países, sobretudo da América Latina.
      E, na América Latina, o Brasil – em função de sua importância e sua liderança – é o país que reúne as melhores condições para viabilizar o diálogo colombiano, como fiador político, liderando um conjunto de países e organizações multilaterais da região, de preferência a UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), que não conta com a presença indesejável dos Estados Unidos.
      É correta a iniciativa da diplomacia brasileira de levar a discussão do novo conflito para o espaço da UNASUL e tentar ajudar a mediá-lo. Mas não se pode ter ilusão de que o novo Presidente colombiano, que tomará posse em alguns dias, recuará nos projetos belicistas do consórcio EUA/Colômbia. Este não é o último gesto raivoso de Uribe, como muitos imaginam. Este é o primeiro gesto de Santos antes da posse, combinado com Uribe, para iniciar seu governo com voz grossa, mas com pouco desgaste. Santos não foi só o candidato de Uribe. Foi seu ministro da Defesa, responsável pela aplicação do famigerado "Plano Colômbia". É o uribismo sem Uribe. Não nos esqueçamos da invasão de Israel à Faixa de Gaza, antes da posse de Obama, para preparar a transição para o imperialismo sem Bush.
      Por isso, será importante, mas insuficiente, a distensão do atual conflito entre Colômbia e Venezuela. Isto resolve uma parte da questão no curto prazo, mas não resolve a causa do problema. O Brasil deve ir além dessa iniciativa e se empenhar numa solução negociada do conflito interno colombiano. E isto só será possível se sentarem à mesa, com observadores internacionais credenciados pelas partes, os verdadeiros atores em conflito: as organizações políticas insurgentes e, mais do que o governo, o Estado colombiano.
      Para ser conseqüente com o objetivo do Estado brasileiro de transformar o nosso país em uma referência no âmbito mundial, seria muito mais eficiente patrocinar um diálogo que pode distensionar o pesado ambiente interno colombiano, que paira sobre a América Latina, do que liderar tropas de ocupação no Haiti.
      Além do mais, desmontar o "Cavalo de Tróia" montado pelo imperialismo na Colômbia não serve apenas para evitar uma guerra com a Venezuela ou a derrubada de seu governo. Como disse Fidel Castro, as bases militares ianques na Colômbia são punhais no coração de toda a América Latina, inclusive, não nos iludamos, sobre o Brasil, cujas extraordinárias riquezas naturais – entre elas a biodiversidade da Amazônia, as imensas reservas de água doce e o pré-sal – são os principais objetos da cobiça dos Estados Unidos em todo o continente.

      25/Julho/2010

      [*] Secretário Geral do PCB e candidato à Presidência da República.
      O original encontra-se em http://pcb.org.br/portal/...

      Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

      Principal prêmio do governo americano vai para brasileiro

      Via RedeBrasil

      O neurocientista Miguel Nicolelis tem demonstrado que primatas e humanos podem controlar o movimento de dispositivos artificiais com a atividade elétrica cerebral

       Cida de Oliveira,

       

      Principal prêmio do governo americano vai para brasileiro

      Nicolelis é o primeiro brasileiro agraciado com o prêmio (Foto: Everton Zanella Alvarenga/Divulgação TV Cultura)

      São Paulo - Pioneiro na pesquisa em busca da conexão entre o cérebro e máquinas, que no futuro pode levar a tecnologias que permitam, por exemplo, que pessoas com paralisia voltem a andar, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis foi agraciado com o prêmio mais importante concedido pelo governo dos Estados Unidos.

      O Director’s Pioneer Award, programa de apoio a pesquisas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), espécie de ministério da saúde, reconhece o trabalho de pesquisadores excepcionalmente criativos e com propostas pioneiras para desafios importantes na pesquisa médica e comportamental. É o primeiro brasileiro na seleta lista de vencedores.

      Leia também:
      » Revista do Brasil entrevista Nicolelis

      O grupo liderado pelo brasileiro tem demonstrado que humanos e alguns primatas podem usar a atividade elétrica derivada de seus cérebros para controlar diretamente o movimento de dispositivos artificiais e complexos, como próteses e ferramentas computacionais. O conhecimento gerado pelas pesquisas tem possibilitado a evolução da tecnologia cérebro-máquina, um campo revolucionário.

      Nicolelis planeja aplicar os US$ 2,5 milhões do prêmio no desenvolvimento do primeiro ambiente em realidade virtual controlado pelo cérebro e projetado para investigar as propriedades dinâmicas de atividades cerebrais em grande escala. Outra aplicação do auxílio será no desenvolvimento de alternativas para o tratamento de distúrbios neurológicos.

      “A pesquisa em interface cérebro-máquina até hoje apenas tocou o enorme potencial biomédico que as tecnologias ativadas pelo cérebro deverão ter no futuro, tanto na neurociência básica como na clínica”, disse Nicolelis.

      Nicolelis graduou-se em medicina pela Universidade de São Paulo em 1984, onde fez o doutorado em ciências-fisiologia geral. É fundador do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), localizado em Natal. Em abril, o cientista foi eleito para a Academia Francesa de Ciências.

      Com informações da Agência Fapesp

      Sem reforma agrária, índios e lavradores tornaram-se 'inconvenientes', diz Casaldáliga

      Via RedeBrasil

       

      Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o ex-bispo falou sobre governo, eleições e a Agenda Latino-Americana 2010

      Por: Guilherme Amorim, Rede Brasil Atual

      Sem reforma agrária, índios e lavradores tornaram-se 'inconvenientes', diz Casaldáliga

      Casaldáliga vê continuidade do governo Lula caso Dilma vença eleição, e afirma que luta pela reforma agrária continua necessária (Foto: Divulgação/Prelazia de São Félix do Araguaia)

      São Paulo - Para o dom Pedro Casaldáliga, ex-bispo que de São Félix do Araguaia (MT), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou aquém do esperado em relação à causa indígena e à reforma agrária. Conhecido por sua atuação em defesa dos direitos humanos e contra as desigualdades sociais no campo, Casaldáliga fez as afirmações em entrevista ao Jornal Brasil Atual.

      "Duas decepções, duas cobranças que fazemos ao Lula são precisamente (referentes) a causa indígena e a reforma agrária", resume. "Aí está falhando gravemente o governo. A bancada ruralista é muito forte e os índios e os pequenos lavradores são (considerados) 'um inconveniente'", critica.

      Leia também:
      >> Após ameaça de CPI, MST recebe apoio de intelectuais e personalidades
      >> Para Stédile, reforma agrária deve incluir agroindústria
      >> Projeto que submete reforma agrária ao Congresso chega à CCJ
      >> O martelo contra a reforma
      >> CNBB defende revisão de índices de produtividade

      Apesar das críticas, dom Pedro Casaldáliga aponta que considerava esperado que os resultados da gestão tivessem limitações. "A gente sabia que (o governo Lula) não poderia, de uma hora para outra, se desvincular de uma humanidade que é capitalista e neoliberal. Também, como o próprio Lula tem recordado, ele é apenas representa o governo de um país", pondera.

      Pere Maria Casaldàliga i Pla, ou Pedro Casaldáliga, como prefere ser chamado, é espanhol da Catalunha e veio para o Brasil como missionário. Em 1971, foi nomeado bispo de São Félix do Araguaia. Defensor da Teologia da Libertação, sua primeira carta pastoral, em que refletia sobre o compromisso da Igreja com a justiça e a paz, intitulou-se: "Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social". Seu trabalho contra o latifúndio e a desigualdade social na região do Araguaia rendeu-lhe três indicações ao Prêmio Nobel da Paz, em 1992, 2002 e 2006.

      Nos anos da ditadura militar, foi alvo de diversos processos de expulsão do país e ameaçado de morte. Nesse período, o papa Paulo IV afirmou "tocar em Pedro é tocar em Paulo". Para alguns, a declaração do sumo pontífice evitou maiores pressões do governo sobre o então bispo.

      Agenda:
      A Agenda Latino-Americana é uma publicação anual lançada desde 1991 em mais de 30 países. A cada ano, ela traz um tema central, tratado por especialistas que abordam que o abordam por ângulos diferentes. A agenda orienta o trabalho de agentes de pastoral, educadores e lideranças de movimentos populares.

      Mais tarde, distanciou-se da linha política seguida pelo Vaticano, ao qual já fez severas críticas. Aos 82 anos, ele continua com suas convicções sobre as questões sociais e a mente atenta aos acontecimentos da atualidade.

      Este ano, foi o anfitrião da Agenda Latino-Americana, cujo título foi "Salvemo-nos com o planeta". "A ecologia é um verdadeiro ministério, um ministério a serviço da vida, da identidade e da eternidade", afirma.

      Eleição

      Para ele, uma vitória de Dilma Rousseff, candidata governista à Presidência da República, representaria a continuidade do governo Lula. " Alguns, ironicamente, comentam que Dilma é apenas uma ponte 'de Lula para Lula', que a próxima campanha eleitoral não seria para um sucessor, uma sucessora, mas para o próprio Lula. Não sei. O certo é que reivindicamos, com amargura e indignação, essa reforma agrária que não se faz", cobra.

      Casaldáliga acusa ainda uma tendência a se criminalizar movimentos sociais. "Depois, se sataniza o MST e outros movimentos trabalhistas a favor dos índios e a favor dos lavradores", protesta.

      Dê uma chance a sua mãe!

      GilsonSampaio

      image

      Tenho o tucano preto de bico amarelo na coleção de bichos que admiro pela beleza e exotismo. Tucanos,  na sua luta pela sobrevivência, ataca  ninhos alheios e devora os ovos e filhotes.

      Lula deu outra tacada de mestre juntada com bom humor ao pedir os votos das mulheres em comício no Paraná:

      "Vamos parar com esse negócio de não votar porque é mulher. Pare de ser besta, foi ela que lhe pariu"

      "Dê uma chance a sua mãe!". Dilma e a plateia o aplaudiram, aos risos. ( matéria no JB )

      Se alguém pensar que Lula disse que “tucano passa com o trator por cima da mãe” é por conta própria. Não tenho nada com isso. Livre pensar, é só pensar (Millôr Fernandes).

      Mercenários passeiam em Madri…

      Sanguessugado do Sarrabulhada

       

       

      Drogas e canalha bancária

      Via O Diario

      A Banca e a liberdade comercial…
      Da Droga

      image

      Jorge Cadima*

       

      “Quem disse que o crime não compensa? (…) O Departamento da Justiça [dos EUA] resolve as acusações criminais utilizando acordos de adiamento do processo, em que o banco paga uma multa e promete não voltar a violar a lei». Para os banqueiros não há pistolas taser…”

      A Wells Fargo, uma das maiores instituições financeiras dos EUA, confessou em tribunal que a sua unidade bancária Wachovia «não havia monitorizado e participado [às autoridades] suspeitas de lavagem de dinheiro por parte de narco-traficantes» (Bloomberg, 29.6.10).

      O montante do «lapso» é estonteante: 378 mil milhões de dólares. Trata-se de dinheiro proveniente de «casas de câmbio» mexicanas nos anos 2004-07. A notícia acrescenta que «o Wachovia habituara-se a ajudar os traficantes de droga mexicanos a movimentar dinheiro».

      Martin Woods, ex-chefe do combate à lavagem de dinheiro no Wachovia em Londres informou o banco e as autoridades do que se passava. «Woods disse que os seus patrões mandaram-no estar calado e tentaram despedi-lo».

      Qual foi a penalização do banco? Pagou 160 milhões de dólares de multa («menos de 2% dos seus lucros de 12,3 mil milhões em 2009») e prometeu melhorar o sistema de vigilância. Se o fizer, «o governo dos EUA deixará cair todas as acusações contra o banco em Março de 2011, segundo o acordo alcançado» (Bloomberg 7.7.10).

      Quem disse que o crime não compensa? É sempre assim: «Nenhum grande banco dos EUA – incluindo a Wells Fargo – foi alguma vez formalmente acusado de violar a Lei dos Segredos Bancários ou qualquer outra lei federal. Em vez disso, o Departamento da Justiça resolve as acusações criminais utilizando acordos de adiamento do processo, em que o banco paga uma multa e promete não voltar a violar a lei». Para os banqueiros não há pistolas taser…

      Entretanto, o México desintegra-se na violência que «já matou mais de 22 000 pessoas desde 2006» (Bloomberg, 7.7.10). A carnificina – e a catástrofe social – não suscitam campanhas indignadas.

      Fosse na Venezuela, já haveria inflamados comentaristas a invectivar contra o «Estado falhado» e exigir «intervenções humanitárias». Mas aqui, não.

      Talvez porque «o Wachovia é apenas um dos bancos dos EUA e Europa que têm sido utilizados para lavar dinheiro da droga». Ou porque, como afirmou o chefe do Gabinete da ONU sobre Droga e Crimes (UNODC), no auge da crise do sistema financeiro em 2008 «em muitos casos o dinheiro da droga era o único capital de investimento líquido. […] empréstimos inter-bancários eram financiados pelo dinheiro da droga e outras actividades ilegais. Houve sinais de que alguns bancos foram salvos desta forma» (Observer, 13.12.09).

      Os EUA estão numa escalada militar maciça na América Latina. O pretexto oficial é o combate ao narcotráfico. Mas há um longo historial de ligação das intervenções dos EUA com os tráficos de vária ordem.

      Foi assim na Nicarágua, no Kosovo, com o regime colombiano. É assim no Afeganistão. País que, segundo o relatório UNODC de 2010 «é responsável por cerca de 90% da produção ilícita de ópio nos últimos anos». Na página 38 há um gráfico eloquente.

      Praticamente inexistente até 1980, a produção afegã de ópio cresceu de forma acentuada nos anos da ingerência imperialista. A grande excepção foi 2001, o ano antes da invasão, quando os talibã no poder erradicaram mais de 90% da produção. Depois da ocupação EUA/NATO foram batidos todos os recordes de produção.

      Grandes alvos do tráfico de droga são os países vizinhos: a Rússia «livre» é hoje «o maior mercado nacional de heroína afegã, um mercado que se expandiu rapidamente desde a dissolução da URSS». E também as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, o Paquistão, a região oriental da China e o Irão.

      O relatório da ONU elogia o papel deste último país no combate ao tráfico. «São frequentes os combates mortíferos entre tropas iranianas e traficantes, como é evidenciado pelos milhares de baixas sofridas pelos guardas fronteiriços iranianos nas últimas três décadas». Entre 1996 e 2008 o Irão «é responsável por mais de dois terços das apreensões de ópio a nível mundial» e cerca de um terço das apreensões de heroína.

      Em meados do Século XIX o imperialismo britânico desencadeou as duas Guerras do Ópio contra a China, em nome da «liberdade de comércio»… do ópio. Parece que os EUA lhe querem seguir o exemplo.

      * Professor da Universidade de Lisboa e analista de política internacional.

      Este texto foi publicado em Avante nº 1.913 de 28 de Julho de 2010

      Mais leitura sobre o assunto:

      Combate ao narcotráfico é só cortina de fumaça?

      Ou clique no marcador ‘narcotráfico’ logo aí embaixo

      Conheça o Verdadeiro Tasso Jereissati

      Sanguessugado do ComTextoLivre

      ASSIM É O PSDB. 

      Estive lendo sobre a CPI da PETROBRÁS. Li que o PSDB foi o autor do requerimento. Depois disso, fui levado a acreditar que os políticos desse partido estão querendo mostrar ao País que são honestos.
      Aos freqüentadores desse blog, assusta-me figuras do PSDB assinando CPI. Dentre elas, destaca-se Tasso Jereissati.

      Esse cidadão tem processo no Supremo por desvio de dinheiro público. Ele faliu o Banco do Estado do Ceará - BEC. O Banco Central fez uma auditoria e seguiu os cheques dos falsos empréstimos feitos pelo BEC, e comprovou que os beneficiários foram os financiadores da campanha dele, Tasso Jereissati, ao Senado. Segundo consta, foi quase um bilhão de reais.

      Em virtude disso o Banco do Estado do Ceará - BEC faliu. Após a falência, o banco foi federalizado pelo famigerado FHC. Quer dizer, um governador assaltou um banco e a União (ou seja, nós brasileiros) assumimos os prejuízos do roubo. O jornal Tribuna da Imprensa, na coluna do Hélio Fernandes, destacou esse fato. O processo contra o Senador Tasso Jereissati dorme aos pés de seu, agora, compadre Gilmar Mendes.
      Tem mais: na privatização da Companhia de Eletrificação do Ceará-COELCE, empresa de eletrificação do Governo do Estado do Ceará, privatizada por ele, Tasso Jereissati, aconteceram fatos escabrosos que os políticos e a justiça do Ceará, sequer tocam no assunto. Alguns políticos por medo. Outros, da justiça, por medo também.

      O primeiro fato é sobre o dinheiro da privatização: o cearense não viu nem a cor desse dinheiro. Ainda sobre a privatização da COELCE, outro fato estranho chamou a atenção dos cearenses. Prestem atenção para esse fato mais que inusitado.

      A COELCE possuía um Centro de Treinamento localizado no Bairro João XXIII, uma área muito valiosa de, aproximadamente, 6,0ha. (Vejam a foto no Google Earth posição 3º. 46`06,65”S, 38º. 35`04,39 O) ANTES da privatização da COELCE, o governo do Estado repassou para uma associação dos servidores da companhia aquele imóvel. Concluída a privatização, o valioso imóvel, que deveria ter sido incluído na venda, MILAGROSAMENTE, apareceu nas mãos do grupo do governador e hoje é a sede de sua universidade, cujo reitor é seu braço direito e ex-Secretário dos Recursos Hídricos José Liberato Barroso.
      O agora senador Tasso Jereissati aparece assinando pedido CPI. Coisa que, como governador, NUNCA permitiu ser feito para apurar a privatização da COELCE.

      ASSIM É O PSDB.

      Fonte: blogdoprotogenes. com.br

      By: Juntos Somos Fortes

      Comentário do Contexto:
      Para quem não lembra, este é aquele senador que declarou: Tenho jatinho, porque posso!

      O Diretor - X

      Sanguessugado do DoLaDoDeLa

      Aqui O Diretor I – Aqui O Diretor IIAqui O Diretor IIIAqui o Diretor IVAqui O Diretor VAqui o Diretor VIAqui O Diretor VIIAqui O Diretor IX

      Quem é o diretor?

      O diretor foi uma série de ficção construída a partir de relatos de colegas de casos que aconteceram durante os anos em que trabalhei na maior emissora de televisão do país. Portanto, é um texto ficcional baseado em fatos reais, como todas as outras histórias que escrevi. Muitos perguntaram: É possível haver um pedófilo à solta entre nós? Será que um jornalista, que se presume ser esclarecido, um guardião da verdade absoluta e dos bons costumes seria capaz de surrar a mulher até quase levá-la à morte? Relações homossexuais entre colegas de trabalho poderiam acontecer em circunstâncias adversas, ainda que ambos se digam heterossexuais convictos? Uma mulher seria capaz de usar o próprio corpo para se vingar de um homem que a trai? E a Su? Quem afinal é o maqueador com tamanha confiabilidade para ser procurado com tal frequência para guardar tantos e tão importantes segredos? Repostas que só um texto ficcional consegue juntar. Mas não pensem que isso só acontece numa empresa como aquela. Situações assim acontecem todos os dias em qualquer grande coorporação e em grupos sociais que se estabelecem à base de poder, arbítrio, competição, hierarquia, submissão e, principalmente, omissão. Estamos todos condenados a viver juntos (cada um no seu papel) nosso estágio civilizatório. Sabemos quem são os maus e onde estão, mas somos incapazes de encarar de frente nossas mazelas, afinal, eles são nossos opostos complementares. Como já disse outras vezes: Somos todos manos. Somos todos cúmplices. Infelizmente...

      Zé Pedágio em 12 tempos (tem mais)

      Sanguessugado do Celso Jardim

      Serra em "Esta é a sua vida"

      Nesta campanha eleitoral as manifestações de cada candidatura das coligações em disputa pela preferência do eleitorado apresentam temas e controversias sob grande temperatura, mas o candidato José Serra tem se destacado com uma série de inverdades ao proclamar como sendo de sua autoria projetos e ações que foram de outros idealizadores.

      A cada semana de uma nova declaração de José Serra segue-se outra desmentido o que assumiu, muitos provados pelos próprios autores e tiveram seus direitos autorais surrupiados por Serra, e ainda as próprias declarações do tucano assumindo que foi um engano ou interpretação equivocada de suas palavras.

      Fatos esses que se tornaram uma constante desde seu governo em São Paulo e suas frases contestadas pelas categorias envolvidas, para elencar algumas delas mostramos a seguir as mais comentadas, e a verdade dos fatos na sequência

      Serra mente: "Sempre votei a favor dos direitos dos trabalhadores"

      A verdade: Por sua performance na votação da Carta Magna, Constituinte de 1988, Serra recebeu uma nota negativa (3,7, numa escala de zero a 10) do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Ele não votou a favor da redução da jornada para 44 horas semanais, não votou pela garantia de aumento real para o salário mínimo, não apoiou o direito de greve e voltou as costas à classe trabalhadora em vários outros temas, conforme esclarece o minucioso manifesto das centrais sindicais.

      Serra mente: "Eu criei o FAT - Fundo de Assistência aos Trabalhadores"

      A verdade: Cinco das seis centrais sindicais que representam 94% de todas as categorias de trabalhadores, lançam o manifesto: “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”. Documento contesta declarações de que Serra criou o FAT e tirou do papel o seguro-desemprego, e acrescenta: "Não fez nenhuma coisa e nem outra" .

      O deputado Jorge Uequed, PMDB/RS, foi quem apresentou o projeto um ano antes que Serra, e o deputado Jorge Uequed conforme consta nos anais da Câmara dos Deputados é o verdadeiro autor do Fundo de Assistência ao Trabalhador.

      Serra mente: "Eu que inventei o programa dos Genéricos"

      A verdade: O próprio Serra desmentiu a autoria, e disse; "Não fui eu quem inventei genérico. Os genéricos, já existiam. Eu nem sabia quando eu assumi o Ministério da Saúde, afirmou. Além de negar a paternidade dos genéricos, Serra disse que também NÃO implementou no Ministério da Saúde o programa de combate à AIDS.

      Como se sabe Serra diz que fez os genéricos e quem fez foi o então ministro da Saúde Jamil Haddad, no governo do presidente Itamar Franco (1992 -1994).

      Serra mente: "Eu que implantei o Programa de AIDS no país"

      A verdade: Em 1983 é implantado no Estado de São Paulo o primeiro programa de controle da Aids no Brasil. O seu coordenador era o dermatologista Paulo Roberto Teixeira Leite. Na sequência, é criado o programa no Estado do Rio de Janeiro. Começa também a organização do Programa de Aids do Ministério da Saúde.

      No ano seguinte, 1984, o Programa de Aids do Ministério da Saúde surge no âmbito da Divisão de Dermatologia Sanitária, que tinha como chefe a dermatologista Maria Leide de Santana. José Sarney era o presidente da República e Carlos Santana, ministro da Saúde. Nessa época, chegam ao programa Lair Guerra de Macedo Rodrigues (bióloga), Pedro Chequer (médico epidemiologista e sanitarista), Euclides Castilho (médico epidemiologista), Luís Loures (clínico geral), Celso Ferreira Ramos-Filho (infectologista), entre outros.

      Serra mente: "Não pode ter dinheiro público para os movimentos sociais"
      A verdade:
      Em uma CPMI criada como dispositivo de criminalização dos movimentos sociais e contra avanços na Reforma Agrária, durante oito meses foram feitos todos os esclarecimentos ao Congresso Nacional em relação à denúncias, com base em jornais e revistas contra a Reforma Agrária.

      Nesse período, as entidades sociais provaram que os objetos dos convênios foram cumpridos, o trabalho realizado melhora a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e não houve desvio de recursos públicos, de acordo com o relatório final da CPMI.

      Após a conclusão da CPI dirigente de movimento social declarou que José Serra representa os interesses do latifúndio improdutivo, do agronegócio e das empresas transnacionais que não resolvem o problema das famílias sem terra e não garantem o abastecimento de alimentos saudáveis para a população brasileira.

      Serra mente: "Os professores temporários irão melhorar o ensino"

      A verdade: Descaso de Serra com a educação leva professores à greve “O sindicato dos professores apresentou toda discordância em relação ao PL 19/2009, que propõe contratar ACTs por tempo determinado de 200 dias e deixou claro que a precariedade para novos temporários é inaceitável, indo na contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação”.

      Serra mente: "Não foi por falta de diálogo que aconteceu o confronto"
      A verdade: O diretor do Sindicato da Polícia Civil do Distrito Federal, Luciano Marinho de Moraes, iniciou ontem contatos com sindicatos de Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Ele afirmou que passará ainda hoje nos gabinetes de deputados e senadores para apresentar moção de repúdio ao atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, e ao governo de José Serra.

      Serra mente: "A situação na Polícia de São Paulo está normal"

      A verdade: Sindicatos de diferentes Estados do País paralisam suas atividades por duas horas, em apoio aos grevistas e repúdio à maneira que eles classificam como "desrespeitosa" com que o governo paulista tem tratado os policiais. A decisão foi motivada pelo confronto entre policiais militares e civis, na frente do Palácio dos Bandeirantes, na quinta-feira.

      Serra mente: "As OSs não prejudicam os atendimento aos usuarios do SUS"

      A verdade: Desde 1998, com a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

      A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

      O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral.
      O secretário de saúde de SP, Paulo Roberto Barradas disse: "O InCor e o Hospital das Clínicas tem fila dupla, a dos pacientes particulares anda rápida, já a dos usuários do SUS é muito lenta".


      Serra mente: "A paralisação de transporte é política? "

      A verdade: O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, ao longo de seus 73 anos de existência tem participado ativamente das lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores em transportes e de todas as mobilizações da classe trabalhadora para manter as conquistas que custou milhares de vida em defesa de uma sociedade mais justa.

      As declarações do Governador de São Paulo, José Serra, mostra claramente de que lado está o governo paulista, que se tornou um dos maiores tercerizadores da mão-de-obra dos trabalhadores nas empresas públicas, onde incluímos o Metrô e a EMTU, com a contratação de mão-de-obra através de empresas de pessoas jurídicas, como já tinha acontecido no transporte público de passageiros na cidade de São Paulo durante seu curto mandato como prefeito e que tem continuidade com seu sucessor Gilberto Kassab.

      Serra mente: "Assino comprometendo-me a cumprir 4 anos na prefeitura"

      A verdade: José Serra formaliza sua renúncia ao cargo de prefeito da maior cidade do País exatamente um ano e três meses depois de ter assumido o posto e assinado um documento em frente as câmeras de televisão atestando o compromisso de ficar o mandato de prefeito por quatro anos, ao anunciar a sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. Serra marcou para o período da tarde uma reunião com seu secretariado, na qual anunciará à equipe que o vice Gilberto Kassab (DEM) passa a ser o novo prefeito da capital paulista.

      Serra mente: "Isso [as privatizações] é usado mais como terrorismo eleitoral"

      A verdade: O ex-presidente Fernando Henrique em declaração a imprensa diz;"Quem mais queria privatizar as estatais durante o seu governo não era ele, mas sim o governador de São Paulo, José Serra (PSDB): “O Serra foi um dos que mais lutou a favor da privatização da Vale”, afirmou Fernando Henrique. E ainda acrescentou; "FHC lembrou ainda que José Serra brigou, também, pela entrega da Light. “A Light também foi o Serra”.

      Votorantim: cimentando agricultores tradicionais de Imbituba

      Via CMI

      Nessa quarta-feira, 28 de julho, agricultores tradicionais de Imbituba-SC foram despejados das terras de onde vivem e produzem mandioca. A causa é a reintegração de posse concedida para a empresa Votarantim, que implantará uma fábrica para a modelagem de cimento no local. Mesmo contrariando indicações do movimento social, de reforma agrária e do Ministério Público, Procuradoria Geral, INCRA e Advocacia Geral da União, a derrubada das casas e retirada das famílias foi efetuada. Os agricultores ainda não têm onde morar e estão temporariamente instalados em casas de amigos e parentes.

      Fotos: Fotos do despejo de agricultores em Imbituba I | II | III

      image image

      imageimage

      image image

      Venda fraudulenta

      O descaso com as famílias que plantam ali apenas demonstra o caráter dos políticos de Imbituba, pois a sujeira vai bem mais além. Aquelas terras próximas dos Areais da Ribanceira eram da União, e passaram a ser controladas pela Codisc - Companhia de Desenvolvimento Industrial de Santa Catarina. Em 2000, a Codisc decidiu pela venda de 1,8 milhão de m² sem a devida licitação. A venda foi feita a portas fechadas entre 7 empresários da cidade. Uma das famílias, a Ferreira, comprou o terreno aonde já viviam as famílias tradicionais a preço de balinha: 11 centavos o metro quadrado, a ser pago em 100 vezes. Por esse preço, qualquer agricultor residente ali poderia pagar pela terra, mas foram impossibilitados de entrar na disputa.

      Os Ferreira venderam agora para a Votorantim, que entrou com a liminar de reintegração de posse de 240 hectares de terra que mantém a renda das famílias tradicionais. Antes de se instalar em Imbituba, essa fábrica da Votorantim foi negada em 9 municípios na região, também por seu impacto ambiental. Os Areais da Ribanceira fazem parte de um complexo de dunas e matas nativas, coladas a uma Área de Proteção Ambiental federal.

      O despejo.

      A polícia chegou em peso na manhã desse 28 de julho para a retirada das famílias, juntamente com a retroescavadeira e os funcionários da empresa.

      Muito mais numerosos do que os presentes ali, não houve resistência. Seu Antero, sua esposa e os 3 filhos adolescentes viram o barraco sendo destruído, seus animais sendo levado para onde dava pra levar, a mandioca e seu sustento trocado pelo cimento. A moradia dele não existiria mais. O agricultor de 62 anos tirava a força dos anos de lavoura para juntar o que podia. Semblante inconformado de quem não vê a sequer o rosto de quem lhe tira o lar e a dignidade. "Construímos tudo isso com capricho, mas agora a gente tá na rua. Os marajás só querem mesmo acabar com os pobres".

      Segundo o ouvidor agrário regional do Incra de SC, Fernando de Souza, a ação foi feita conforme o que se é exigido para uma ação como essa, como o informe de despejo de 60 dias, visita de assistentes sociais, etc, mas "os conflitos agrários coletivos devem valorizar os direitos do trabalhador, garantindo o acesso a terra para as comunidades tradicionais que ali plantam e produzem", afirma.

      Possibilidade de reconstrução.

      Existe ainda uma possibilidade de garantir o direito ao uso das terras para essas famílias, e isso será decidido no Supremo Tribunal de Justiça na segunda-feira, 2 de agosto. Está na mesa do ministro a ação para revogar a liminar de reintegração de posse, atestada pela AGU, Procuradoria Geral da República, Incra e outros órgãos. Consta no documento a venda irregular do terreno, a existência das populações tradicionais no terreno. Se for revogado, as terras podem então entrar em programas governamentais para a reforma agrária e de defesa dos agricultores tradicionais.

      "Embora exista essa possibilidade, o efeito moral nessas famílias eles já causaram", afirma Ademir Costa, da ACORDI - Associação Comunitária Rural de Imbituba, sobre o impacto e a violência que os agricultores estão passando. "O processo está na mesa do ministro do STJ, agora é esperar que ele leia", diz a liderança comunitária.

      Logobosta da copa 2014 e Zé Pedágio

      Sanguessugado do Tijolaço

      Serra e o logo da Copa-2014

       

      A sugestão foi do leitor Cesar e a brincadeira foi adaptada por nós de uma charge que anda circulando na internet. Não sei quem é o autor, por isso não credito. O logo da Copa é muito feio, como tenho dito, mas nesta situação, fica lindo!

      sexta-feira, 30 de julho de 2010

      Serra está sendo cristianizado?

      GilsonSampaio

      Quem acompanha este bloguezinho mequetrefe sabe que o tema “cristianização” é recorrente por aqui. Agora temos a companhia de Altamiro Borges e Mino Carta.

      “O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, terá uma estrutura independente em Minas Gerais para impulsionar sua campanha no Estado... segundo maior colégio eleitoral do país.”

      Ao final da leitura, clique no marcador “cristianização” para saber mais.

       

      image

      Sanguessugado do Carta Maior


      ELE FALA COMO A UDN, MENTE COMO CARLOS LACERDA E PODE TERMINAR ISOLADO COMO CRISTIANO MACHADO


      Cristiano Machado impôs a sua candidatura ao PSD nas eleições presidenciais de 1950 e foi abandonado pelo próprio partido, que acabou apoiando Getúlio Vargas. Seu nome inspirou o termo "cristianização" para designar o candidato ‘escondido’ pelos companheiros de sigla, que temem o contágio tóxico de sua impopularidade nas próprias votações. Até a semana passada a maior parte do material de campanha de Aécio Neves, candidato ao Senado por MG, e o de Anastasia, seu candidato ao governo do Estado, ainda omitia a imagem de Serra em santinhos e adesivos. O alto comando serrista busca desesperadamente formas de fazer com que a campanha demotucana encontre motor próprio em MG. Aspas para o Globo de 29-07: ‘. O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, terá uma estrutura independente em Minas Gerais para impulsionar sua campanha no Estado... segundo maior colégio eleitoral do país. A estratégia foi montada para fazer frente a algumas dificuldades. A decisão foi tomada após descontentamento com o ritmo da campanha no Estado, onde o ex-governador Aécio Neves, que recusou-se a ocupar a vaga de vice na chapa de Serra, é a principal liderança do PSDB...’

      (Carta Maior; 30-07)

       

      Sanguessugado do Miro

      image

      Aécio e Anastasia escondem tucano José Serra em material de campanha ( foia ditabranda)

      Altamiro Borges


      Em 1950, Christiano Machado, candidato do PSD ao governo de Minas Gerais, simplesmente foi rifado pelo seu partido em plena campanha eleitoral e sofreu uma fragorosa derrota. Daí surgiu o termo “cristianizado”. Agora, no pleito de 2010, parece que o tucano José Serra corre o mesmo risco. Há fortes indícios de que ele está sendo traído por vários candidatos que temem perder votos se aparecerem como oposiçao ao presidente Lula, que goza de recordes de popularidade.
      Os casos de traição explícita seriam trágicos, se não fossem cômicos. O tucano Tasso Jerreisatti, que teme por sua reeleição no Ceará, simplesmente não colocou a foto do presidenciável no seu comitê. Já Yeda Crusius, que está mais suja do que pau de galinheiro, preferiu não citar o nome de José Serra no lançamento da sua campanha à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul. “Foi um lapso”, justificou. Outro traíra é o senador Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, que não se cansa de elogiar Lula, que tanto combateu, e nem cita o ex-governador paulista nos palanques.
      Levantamento do Correio Braziliense
      O Correio Braziliense fez nesta semana um levantamento detalhado sobre os casos de trairagem. A reportagem confirma que em doze estados pesquisados, o nome e a foto de José Serra não têm qualquer destaque nos santinhos, faixas e baners dos candidatos aos governos estaduais do PSDB e DEM. Em Alagoas, segundo o jornal, o tucano Teotônio Vilela, que tenta à reeleição, esforça-se para mostrar intimidade com o presidente Lula e sua candidata, Dilma Rousseff. No Espírito Santo, todas as imagens de campanha do tucano Luiz Paulo reforçam apenas sua candidatura. O jingle, inclusive, abusa do nome Luiz. “Esse é o homem. Esse sabe fazer. Luiz, Luiz, Luiz”.
      José Serra está sendo cristianizado até em palanques mais fortes da oposição de direita, como no Paraná. A campanha de Beto Richa (PSDB-PR) estampou no sítio na internet apenas material do candidato ao governo. Segundo a sua assessoria, o material casado “está sendo providenciado.” Em São Paulo, Serra aparece ao lado de Geraldo Alckmin apenas na imagem do comitê central de campanha, no Edifício Joelma. Na internet, a sua candidatura ocupa um cantinho da página. O sítio privilegia apenas as imagens de Alckmin e do seu vice.
      Guinada para a extrema-direita
      Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, a situação ainda é mais dramática. A vingança de Aécio Neves, humilhado pelo grão-tucano paulista, é maligna. O quartel-general do seu candidato ao governo estadual, Antônio Anastasia, não tem nenhuma foto ou folheto de José Serra. O nome do presidenciável só aparece, bem minúsculo, num santinho de Itamar Franco, candidato ao Senado. O mesmo ocorre na Bahia e Ceará, dois importantes colégios do Nordeste, onde Lula tem elevado prestígio, e no Acre e Pará. Todos os “amiguinhos” rifaram o tucano.
      Talvez essa trairagem explique o péssimo humor de José Serra nas últimas semanas. O notívago está com as olheiras mais fundas. A sua cristianização pode representar o fim das suas ambições. Derrotado na disputa sucessória, ele ficará sem mandato. Ele terá dificuldade até para ser vigia noturno do Palácio dos Bandeirantes, caso Geraldo Alckmin, que já foi traído por Serra no pleito para a prefeitura da capital paulista, vença a disputa para o governo do estado. “Cristianizado”, o tucano tende a ficar cada vez mais feroz, reforçando a sua guinada à extrema-direita.

      Fidel con los jóvenes: “El hombre no puede perder la oportunidad de sobrevivir con todo lo que sabe hoy”

      Via CubaDebate

       

      image

      Fidel con los jóvenes: “El hombre no puede perder la oportunidad de sobrevivir con todo lo que sabe hoy” (+ Fotos y Videos)

       

      Roberto Chile

      Roberto Chile

      Fotos: Roberto Chile y Estudios Revolución

      A las 11 de la mañana, ni un minuto más ni un minuto menos, Fidel llega a la sala del Palacio de las Convenciones vestido con una fresca camisa a cuadros rojos y blancos. Saluda con la mano, sonríe a todos, avanza hasta la mesa donde reposan  una agenda azul y varios folios de documentos.

      Lo esperan, con vivos aplausos, un centenar de jóvenes, encabezados por el Buró Nacional de la UJC y su primera secretaria, Liudmila Álamo Dueñas, trabajadores, estudiantes, artistas e intelectuales, combatientes de las FAR y el MININT y en un lugar especial, Elián González  y su familia.

      “Tengo unas cuantas cosas que decirles”, anuncia. Hablará del tema que viene atendiendo de manera insistente desde hace casi dos meses, incluso antes de recuperarse totalmente.  “No hace mucho realmente, libré las últimas batallas para encontrarme como me encuentro hoy”.

      Recuerda que durante ese tiempo escribió once Reflexiones, la primera de ellas el  1 de junio pasado, titulada “El imperio y la guerra” y la más reciente “La victoria estratégica”, a la que seguirá una que saldrá publicada el próximo martes 3 de agosto, pero de la que no quiere adelantar ni el título, aunque sí advierte que su contenido va a nutrirse de los acontecimientos y noticias que deben producirse en las próximas horas.

      Liudmila abre el diálogo por parte de los jóvenes, comentando el modo en que la organización recibió el alerta contenido en la Reflexión del 24 de junio -”Cómo me gustaría estar equivocado”- y la necesidad de que, aun en periodo vacacional, estudiantes y jóvenes en general, se mantengan informados “para que los acontecimientos no nos sorprendan”.

      Tras un breve preámbulo en el cual se refiere a la preocupación martiana por el equilibrio del mundo, Yoelkis Sánchez, periodista y director de la revista “Alma Mater” pregunta a Fidel, tomando en cuenta los peligros sobre los que él advierte, si cree que de los actuales conflictos reemergerá la bipolaridad o se profundizará la unipolaridad en el mundo.

      “Digo que el conflicto es inevitable, sin embargo, hay una fórmula por la que debemos luchar y se abre una esperanza. Sería muy triste pensar que estamos luchando sin otra alternativa”, responde Fidel y agrega que ahí radica precisamente la importancia de la batalla que estamos librando.

      En el mundo se están moviendo muchas fuerzas, “la opinión de intelectuales, gente que piensa, que ven el peligro y que no están pendientes de resultados de elecciones ni nada de eso”, afirma.

      “Yo confío mucho en las fuerzas de todo ese pensamiento. Vamos a ver  si aquellos de los cuales depende, en un punto determinado decidirán…lo que tenemos que obligarlos a que hagan. Parece extraño, pero no, no es con una pistola. Es con una evidencia mundial.”

      TODO ES NUEVO

      Yailín Orta Rivera, periodista de Juventud Rebelde y profesora de la Facultad de Comunicación de la Universidad de La Habana, después de hablarle del regocijo nacional e incluso universal por verlo recuperado, le pide a Fidel sus recomendaciones para los jóvenes de Cuba y el mundo frente a las críticas condiciones del contexto actual.

      En su respuesta, el líder de la Revolución la remite al Mensaje que leerá al final del encuentro y al mismo tiempo sentencia: “No podemos enfocar el futuro con los conceptos y las imágenes del pasado. Todo es nuevo. Hay que poner a volar la imaginación”.

      Se pregunta que puede ocurrir si se desata una guerra nuclear y el mercado mundial desaparece. “El hombre no puede perder la oportunidad de sobrevivir con todo lo que sabe hoy.”

      Expresa su esperanza de que se aprovechen todas las grandes realizaciones de la inteligencia humana para el bien y no para exterminio de la especie, la misma especie que con toda razón está acusada de haber encaminado al planeta a su extinción, destruyéndolo todo.

      Cerrando el tema, Fidel se remonta a los posibles caminos de la salvación de la especie humana y sentencia: “tendría que repensarse todo o no valdría la pena luchar ahora. Cuántas cosas pueden ocurrir en la infinidad del tiempo. No se sabe ni siquiera qué es el tiempo. Es un invento del hombre.”

      GERARDO EN EL HUECO: ¡ESO ES TORTURA!

      Ayer en nuestra Asamblea Nacional (Ricardo) Alarcón explicó el caso de Gerardo, afirma Fidel. “Es machucarse uno el corazón pensar a ese hombre en este momento. Pensé en los datos que Alarcón dio sobre Gerardo, un hombre con ideas políticas que lleva 12 años separado de su familia (…) Son personas que sufren hace 12 años.  Los sufrimientos de esas personas, ¿no cuentan?, ¿no valen nada?”

      El 26 de Julio, después del encuentro en el Memorial, Fidel conversó con la esposa de Gerardo, Adriana Pérez O’Connor.  “Yo no sabía que él estaba en el hueco. Ya ni me acordaba qué era el hueco ese. No solo está en una cárcel de alta seguridad, que ya es un hueco profundísimo,  sino que está en un ‘hueco dentro del hueco’.”

      Compara su experiencia en la prisión después del Asalto al Cuartel Moncada, con el caso de los Cinco y reconoce que él ha conocido “tibiamente lo que es estar en una prisión, y de lo que se sufre en una prisión por la injusticia que se está cometiendo… Es un palidísimo reflejo de lo que es estar preso. Me pongo mentalmente en el lugar de un hombre en las condiciones en las que está Gerardo.”

      “Hay dos hombres en un espacio que tiene un metro de ancho”, dice y mide con las manos la mesa frente a la que está sentado, junto a Liudmila. “¡Dos personas! Debe tener un agujero por donde entra el aire. No sé si tienen luz o no, y si la tienen, deberán encenderla y apagarla (los carceleros) cuando les da la gana.  ¿Qué comen?”

      Por lo que expresó Alarcón -y este viernes salió publicado en la prensa nacional e internacional-”se sabe incluso que está enfermo, que podría tener una bacteria, que necesita atención médica. Aquí estaría en un hospital, atendido, combatiendo la bacteria esa.” Y enfatiza: “¡Es una persona que necesita asistencia médica!”

      No hay razón alguna para este encierro. “¿Hizo algo? -pregunta Fidel-. No, nada.” Y este castigo no lo decidió la prisión. “Se reunieron cuatro oficiales del FBI para decidir y decidieron. ¡Eso es tortura!”

      Ocurre impunemente, tal y como pasó cuando condenaron injustamente a los Cinco en los tribunales norteamericanos. “Está ocurriendo a la vista de todo el mundo, incluso ante el ilustre Presidente de los Estados Unidos, que los pudo haber soltado, como acaban de soltar a un montón de gente, que dijeron eran espías rusos -los rusos también soltaron a unos norteamericanos-.” Y remata la frase con una ironía: “Están protegiendo la seguridad de los Estados Unidos.”

      Mientras, presionan a Cuba para que suelte a uno que otro espía,  “que jamás estarán en una prisión de esas, que jamás serían torturados”, enfatiza Fidel .

      ME HE CONVERTIDO EN UN CAZADOR DE NOTICIAS

      Fidel muestra una hoja impresa con la foto del soldado norteamericano que filtró  videos y documentos sobre la guerra de EEUU en Afganistán al sitio en Internet WikiLeaks. El joven de 22 años se llama “Bradley Manning, un valiente soldado, analista de inteligencia que entregó  260 000 documentos de Inteligencia, de los cuales se han utilizado 92 000.”  Los tribunales “tienen documentos para estar acusando a este gobierno hasta  el Juicio Final, que es lo que merecen.”

      Sin embargo, acusan a cualquiera, sea este joven soldado o a los Cinco, de poner en riesgo la Seguridad de ese país. “Estados Unidos está cometiendo un horrible crimen con esos compañeros, y especialmente con Gerardo”.

      Hay conciencia de esta situación y todos los días se ofrecen múltiples noticias que van desenmascarando al gobierno norteamericano.  Fidel muestra, por ejemplo, el boletín de noticias extraídas de la Internet de este 29 de julio de 2010.   “Me he convertido en un cazador de noticias”, sonríe. “Estoy buscando noticias todos los días, fijándome en puntos y comas”.

      Lee algunos de los titulares que aparecen en el índice del boletín: “Estados Unidos bloquea el acceso a los servidores de Internet desde la Isla”, “Lo que es legítimo en Alemania, es ilegítimo en Cuba”; “¿Por qué a Venezuela?”, “Vínculos entre bases y ejecuciones extrajudiciales”; “Estados Unidos pretende manipular las próximas elecciones en Haití”; “Estados Unidos descarga la bancarrota capitalista sobre los inmigrantes”; “La filtración de secretos militares acorrala a Obama”, “Noticia censurada: ¿Quién hundió al buque surcoreano Cheonan?”… Las fuentes son muy diversas, medios oficiales, agencias de prensa, sitios de información alternativa…

      “¿Cuáles de estos problemas -pregunta- no han sido señalados en las Reflexiones? Yo no me puse de acuerdo con nadie para hablar de estos temas.  Hablo de lo que la gente escribe.” Cierra las carpetas que ha estado repasando. “Creo que llevamos rato hablando aquí… ¿Cuánto llevamos?”  Cincuenta y cinco minutos, responden desde el auditorio.  “Pues voy a leer el Mensaje”.

      Se levanta, camina hasta el podio. Lee con voz vibrante su “Mensaje a los jóvenes”. La mano derecha se apoya en el borde de la plataforma de madera.  La aprieta con la misma fuerza conque lanza las palabras. Esta alocución dura seis minutos con 28 segundos que escuchamos en vilo. “Preferimos aferrarnos a la esperanza”, una frase de doble significado, porque le habla a los jóvenes y porque Fidel, como siempre, confía en el ser humano, su referente esencial.

      Los aplausos se prolongan todavía cuando ha salido al pasillo del Palacio de las Convenciones. Nos acercamos a Elián. El adolescente es quien pone la el punto final de esta nota con sencillas palabras:  “Fue muy emocionante volver a encontrar al Comandante… Extrañaba verlo y me alegró mucho. Fue muy importante para mí, para todos.”

      Mensaje a los Jóvenes Cubanos

      Durante 57 años, dos generaciones de cubanos, la que nos precedió y la nuestra, que dirigió ambas desde el Primero de Enero de 1959 hasta hoy, hemos luchado contra el más poderoso imperio que ha conocido la humanidad.

      No albergo temor alguno de parecer exagerado, lo digo con modestia, e incluso pena. Duele ver como cientos de millones de jóvenes en el mundo no pudieron siquiera aprender a leer y escribir, o son semianalfabetos, o carecen de trabajo e ignoran todo lo que se refiere a los derechos inalienables del ser humano.

      Un colosal crimen se comete con miles de millones de adolescentes y jóvenes de ambos sexos, cuyas maravillosas inteligencias son manipuladas por los medios masivos de información, e incluso muchos de ellos, fundamentalmente varones, son convertidos en soldados para morir en guerras injustas y genocidas que se llevan a cabo en cualquier parte del planeta Tierra.

      El sistema económico que ha prevalecido es incompatible con los intereses de la humanidad. Debe cesar y cesará.

      Las nuevas generaciones de jóvenes cubanos harán llegar su mensaje, que nació de la experiencia vivida por su Patria, cumplirán un deber sagrado que le impuso la época que les correspondió vivir. Lo harán con humildad y con la verdad en la mano, sin la estúpida creencia en superioridades raciales o nacionales de índole alguna.

      Me he preguntado muchas veces: ¿Por qué tienen que morir nuestros niños y nuestros adolescentes?

      ¿Por qué tienen que morir nuestros jóvenes?

      ¿Por qué tienen que desaparecer las inteligencias donde tantas virtudes podrían sembrarse y cultivarse?

      ¿Por qué tienen que morir sus padres en guerras fratricidas?

      Imaginen que el sitio Web Global Research no merece crédito alguno; que la teoría de Gregory Ryskin, ingeniero bioquímico de la Universidad Northwestern, sobre la burbuja de metano que el articulista Terrence Aym asoció al derrame petrolero de la British Petroleum en el Golfo de México, no merece atención alguna y nos invitan a dormir tranquilos.

      En el Global Research se publicó la única explicación posible del hundimiento del Cheonan, un sofisticado buque antisubmarino capaz de detectar una nave de este tipo a 185 kilómetros de distancia. Obviamente, no podía ser hundido por un viejo submarino de fabricación rusa, construido hace más de 50 años.

      Nosotros preferimos aferrarnos a la esperanza de que los razonamientos empleados en la Reflexión que se publicará el martes 3 de agosto, se ajusten a la realidad.

      De lo contrario, el otro peligro de que una guerra estalle, que de inmediato se volverá nuclear, sería la única alternativa, y por lo tanto, este mensaje se volverá más importante que nunca.

      Ni siquiera existe una posibilidad en mil, en diez mil, en cualquier cifra que se desee, de que Estados Unidos o Israel renuncien a las sanciones ya establecidas por el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, con límites rigurosos de tiempo, ni de que Irán acepte que sus barcos sean inspeccionados.

      Un ciego lo vería con claridad meridiana.

      No nos rendiremos, ni le permitiremos al imperio engañar al mundo.

      Fidel Castro Ruz