quarta-feira, 17 de outubro de 2018

AOS AMIGOS, DE DIREITA E DE ESQUERDA, SOBRE A VENEZUELA


 feicibuqui da Elaine Tavares


Elaine Tavares


AOS AMIGOS, DE DIREITA E DE ESQUERDA, SOBRE A VENEZUELA - Eleitores do Bolsonaro dizem nas redes sociais que o PT vai transformar o Brasil numa Venezuela. Isso não é possível porque a Venezuela bolivariana teve um presidente que armou o povo, não com armas de fogo, mas com o conhecimento. A Venezuela teve um presidente que ia para a televisão, com livros nas mãos, e explicava para as pessoas sobre o conteúdo dos livros. Depois, ele editou milhares de títulos que eram, e ainda são, distribuídos gratuitamente. Construiu junto com o povo os instrumentos do conhecimento e da organização. Infelizmente o PT quando esteve no governo não fez isso.

Mas, se ao dizer que o PT vai transformar o Brasil numa Venezuela estão se referindo aos problemas econômicos enfrentados hoje pelo país é bom que se esclareça:

1 – A Venezuela vive uma guerra econômica provocada em parceria pelas agências estadunidenses de desestabilização e pelos empresários venezuelanos que perderam suas regalias com o governo bolivariano. Hoje eles precisam se adequar as leis do país, e não querem isso.

2 – A população mais pobre tem enfrentado a crise provocada porque o governo prioriza o bem estar dos mais fragilizados pela crise. E também porque eles estão organizados e em luta cotidiana. Claro que tem gente que sai do país, mas a maioria está em luta contra os empresários que querem quebrar o país.

3 - Os mais ricos viajam pelo mundo dizendo que a Venezuela é um caos porque eles querem controlar a riquezas do país outra vez. Não aceitam que sejam os mais pobres os que têm poder. Na Venezuela a maioria decide.

4 – Os mais pobres tem poder porque eles governam juntos. Estão organizados em bairros e missões, sabem como era a vida antes do bolivarianismo e não querem que aquela vida volte. Sabem dar valor as conquistas. Mesmo com os erros do governo Maduro – qual governo não erra? - a maioria da população apoia o governo porque sabe que retornando a velha elite, a vida piora.

Então, caros amigos, o PT não vai transformar o Brasil em Venezuela, nem no que ela tem de bom, nem no que tem de caótico.

Se alguém pode transformar o Brasil numa Venezuela, no que tem de ruim, é a elite local, sempre disposta a quebrar o país em nome de seus próprios interesses, como faz a elite de todo mundo. Os ricos podem destruir países e milhões de pessoas, como fizeram no Oriente Médio só para aumentar seus lucros.
Assim que não acredite no que dizem os representantes da elite. Eles estão mentindo.Claro, tu podes dizer que eu é que estou mentindo. E tens esse direito. Mas, se te informar bem, a partir de várias fontes, verás que tenho razão.

Então, não vote em quem te engana. Vote #Haddad13. Um governo que terá sensibilidade social.

sábado, 13 de outubro de 2018

Corrupção e violência


feicibuqui do Vladimir Safatle

Vladimir Safatle


O que esperar de alguém cujo símbolo de campanha é uma arma apontada?

"Não importa o que Bolsonaro fale, desde que ele garanta segurança e o fim da roubalheira." Essa afirmação de um de seu eleitores talvez expresse com clareza o que move muitos dos brasileiros e brasileiras a optarem por sua candidatura. No entanto, a crença de que Bolsonaro seria alguma espécie de resposta milagrosa à violência da sociedade brasileira e à corrupção de seu Estado é baseada em equívoco tão evidente quanto aquele que levou vários eleitores a verem em Fernando Collor um caçador de marajás.

Bolsonaro gosta de se vender como um homem incorruptível e incansável no combate à corrupção. Mas Bolsonaro é aquele mesmo político que passou 20 dos 27 anos de sua vida pública em um partido notoriamente corrupto (PP), comandado por ninguém menos do que Paulo Maluf.

Em momento algum, alguém ouviu declaração indignada a respeito da corrupção de seu partido e suas figuras de proa. Nada disto o incomodou durante 20 anos. Ao contrário, quando questionado sobre a propina que seu partido recebeu da JBS e direcionada a ele, apenas afirmou: "Que partido não recebe propina?".

Hoje, sua campanha é comandada por Onyx Lorenzoni, que deve ser seu chefe da Casa Civil. O mesmo que admitiu ter recebido R$ 100 mil de caixa dois da mesma JBS para sua campanha. Sua campanha é entusiasticamente apoiada por pilares da moralidade como o pastor e ex-presidiário Edir Macedo, que terá certamente influência e ascendência em seu governo.

Enquanto isto, o senhor Bolsonaro louva um regime corrupto, como a ditadura militar brasileira. Ninguém nunca ouviu o deputado indignado com casos de corrupção que fizeram a história da ditadura, como Coroa Brastel, Capemi, Jari, Brasilinvest e Paulipetro, entre tantos outros. Não é por acaso. O que incomoda Bolsonaro não é a corrupção, mas simplesmente a corrupção feita por aqueles que não são seus amigos, aliados ou ídolos, como sempre foi em terras pátrias.

Agora, aparecem histórias sobre omissão de patrimônio, uso indevido de verbas e estruturas funcionais, funcionários fantasmas e enriquecimento vertiginoso que o deputado responde com sua contumaz violência. Isso além de sua campanha ser marcada por uma circulação inacreditável de fake news, o nome contemporâneo para a pura e simples mentira. Imaginar que alguém dessa natureza será o destinado a "varrer a corrupção" do país é da ordem do simples delírio.

Sobre o pretenso combate à violência, o país viu o que significará seu governo nos últimos dias. Um de seus apoiadores matou o capoerista Moa do Katendê em uma discussão política. Outros espancaram um estudante na frente da UFPR por usar um boné do MST. Mulheres têm medo atualmente de serem importunadas por seus seguidores em bando na rua.

Diante da morte hedionda do capoeirista não ouvimos Bolsonaro sequer se solidarizar honestamente, dizendo, como era de se esperar, que estava profundamente indignado com o fato, que prestava seu apoio à família em momento difícil, que isso era algo que ele nunca poderia aceitar. Falando um protocolar "eu lamento", ele logo afirmou, "quem levou a facada fui eu", preferindo agir como um chefe de gangue em vez de agir como um possível presidente.

Mas o que esperar de alguém cujo símbolo de campanha é uma arma apontada? Que volte a colocar esquadrões da morte na periferia, como em sua amada ditadura? Que permaneça igualmente indiferente quando seus seguidores organizarem grupos para "caçar comunistas" e "corrigir homossexuais"? É esse o homem que age em nome da ordem e do progresso?

Seus seguidores dizem que a violência é direcionada apenas a bandidos. O problema é que "bandido" para o senhor Bolsonaro é, no final das contas, todos aqueles que não pensam como ele e recusam os pretensos valores que esse senhor defende. Ou seja, sua "união do país" será feita sob os cadáveres dos oponentes e sob a violência contra os descontentes como, não podia deixar de ser, em sua amada ditadura.

Vladimir Safatle
Professor de filosofia da USP, autor de “O Circuito dos Afetos: Corpos Políticos, Desamparo e o Fim do Indivíduo”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Onda fascista cresce e arrasta vítmas

Via Tv Gazeta


Violência fascistóide se espalha: um morto, agressões Brasil afora


Bolsonaro foi vítima de atentado. Quatro dias antes, no Acre, simulando atirar, disse: "Vamos fuzilar a petralhada...".

Salvador, domingo, 7. Moa do Katende, 63 anos, foi assassinado com 12 facadas pelas costas...

...Porque numa discussão apoiava Haddad. O assassino, Paulo Cesar, 36 anos, apoiador de Bolsonaro.

Relato do jornalista Odilon Rios. Alagoas, domingo: "Correligionários de Bolsonaro arrancando santinhos das mãos de eleitores pobres de Haddad".

Universidade Federal do Paraná, terça-feira, 9, Estudante agredido com garrafadas na cabeça. Os quatro agressores gritavam: "...Aqui é Bolsonaro...".

Porto Alegre. Nesta quarta, 10, a Rádio Guaíba noticiou: com canivete, três homens teriam gravado suástica, símbolo nazista, na barriga de jovem com camiseta #Elenão...

Vésperas da eleição, Petrópolis, Rio. Comício de Wilson Witzel. O candidato a governador pelo PSC que domingo arrebataria o primeiro lugar.

No palanque, ao lado de Witzel, Daniel Silveira e Rodrigo Amorim. Domingo eleitos deputados, federal e estadual, pelo PSL.

Amorim, ex-candidato a vice-prefeito do Rio na chapa de Flávio, filho de Bolsonaro.

Gravados em vídeo, já exposto nas redes, discursos e cenas chocantes...

... Amorim e Silveira quebram placa que homenageava Marielle Franco com nome de rua. A plateia urra em apoio. Marielle, vereadora assassinada há 210 dias.

Witzel defendeu-se em nota: "(...) Não falei sobre a placa em meu discurso...".

Ontem, em vídeo, sem citar nome Witzel ameaçou seu adversário no segundo turno, Eduardo Paes:

-Saia do armário (...) Você e seu grupo tão colocando (o vídeo) na internet (...) Injúria é crime (...) Se você mentir vou te dar voz de prisão ao vivo, no debate...

Incontáveis os relatos de violência física e verbal Brasil afora. Questionado sobre essa onda de violências Bolsonaro respondeu:

-(...)Quem levou facada fui eu (...) não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam.

É fato, Bolsonaro foi vítima de grave atentado a faca...

...Mas bastam dois cliques na internet. O que Bolsonaro diz, prega desde sempre, está aí, no ar, solto. Espalhando-se.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Os gritos de raiva depositados nas urnas de São Paulo




 Esse nefasto moto perpetuo de ira já se espalhou e afeta todo o interior do estado; é a locomotiva bandeirante da metástase capitalista a pleno vapor. Hoje paulistanos e demais paulistas dividem fraternalmente a falta de fraternidade.

Nasci e vivi por mais de quarenta anos em Sampa; fui criado no epicentro do mais opulento moedor de carne humana do país. O ambiente inóspito de competitividade, de indiferença com o sofrimento alheio e de desconforto com o cotidiano escravagista que envolve a absoluta maioria dos habitantes da terra da garoa moldaram meu habitat por mais de oitenta por cento de meu tempo de vida até hoje.

Por sorte - em especial pela sorte de ter nascido na família em que nasci - tal realidade não me transformou em um cara amargo.

Mas sou minoria.

Para se entender o voto reacionário e fascista do paulistano, esse voto que agora em dois mil e dezoito chocou até os conservadores do resto do país, é preciso enxergar mais de perto a cruel realidade paulistana.

A única legítima vanguarda de São Paulo é a capitalista, acentuada pela precoce industrialização da região; a lógica da orientação de todas as ações humanas para o lucro é rotineira naquelas bandas desde há muito tempo. Assim não dá para esperar reações humanistas por parte de pessoas massacrados pelo força do capital a tantas gerações; é injustiça, é sangue, é feiúra, é cinza, é desumanidade, é barulho, é fedor demais sendo esfregados na cara de cada paulistano - todos os dias.

Os gritos de raiva depositados nas urnas de São Paulo são reflexos de relações interpessoais monetizadas, construídas em uma cidade forjada a frio - o frio advindo da falta de empatia, onde uma vida, um sorriso ou um abraço não valem somados as lanternas de uma BMW. Não é por acaso que em nenhum outro lugar do Brasil as palavras "prosperidade" e "vencedor" são tão atreladas a dinheiro.

Em Sampa quase todos odeiam os pobres; os ricos os odeiam por terem que dividir espaços públicos com uma gente que a tudo enfeia, e os próprios pobres se odeiam por terem fracassado na missão de se tornarem ricos.

Esse nefasto moto perpetuo de ira já se espalhou e afeta todo o interior do estado; é a locomotiva bandeirante da metástase capitalista a pleno vapor. Hoje paulistanos e demais paulistas dividem fraternalmente a falta de fraternidade.

Também pudera: no longo prazo, competição e lucro destróem qualquer senso de solidariedade; é na conjugação de todos os tempos verbais das injustiças sociais que São Paulo está à frente do resto do país.

Já estamos todos contaminados, é verdade. Mas São Paulo ainda serve de emblemático exemplo daquilo que estamos rapidamente a nos transformar; espero - e luto - pata que no próximo dia 28 essa transformação teratológica não se complete.

Usemos pois o exemplo de Sampa para entender efetivamente que o capitalismo é uma imensa fábrica de deprimidos injustiçados que, para não explodiram de infelicidade, vomitam ódio no ombro mais próximo; porque enquanto não combatermos este mecanismo de frente como sendo a raiz de nossos problemas, seremos todos um tanto paulistas.

Lino pergunta, Gilson não responde e manda um QUE SE FODAM à La Maria Anronieta


GilsonSampaio

Meu amigo Lino faz perguntas tão difíceis quanto a minha ameba lobotomizada.  Dessa vez é sobre os privilégios do coiso com Edir Macedo e o silêncio acovardado dos outros candidatos e a cara de paisagem do MPF.

Lino Lorenzetti

Pelo menos não é típico de um cagão. Sorte dos enfermeiros. Já pensou que tipo de merda sai dali? Sebastião, explica aí como é que ele foge do debate e dá entrevista para o Edir Macedo? Pior, como é que o Edir Macedo faz entrevista como o Bozo e não dá o mesmo espaço para os outros candidatos como preconiza a lei? Pior, existe TST? Pior, nenhum candidato reclamou, nem o PT e sob alegações das mais estapafúrdias. Estou achando que nada disso é verdade. Tem explicação?

Gilson Sampaio

Gilson Sampaio Jânio falava de forças ocultas, não sei se é o caso. Sobre reclamações, talvez agora a grobo faça um editorial. 

Na verdade, eu vos digo: "Ele não precisa da tv, eleitorado dele se alimenta de fake news, e pronto". A alma do programa dele é 'vamos acabar com o PT e a esquerda', isso é o bastante para a massa alienada que o acompanha. A mensagem subliminar já está aquietada e blindada, ainda que ameace a todos e a todos os direitos sociais. 

A coisa tá feia.as agressões gratuitas pululam, o atropelamento intencional de uma camisa com Lula estampado e com um ser um humano dentro, diz muito e assusta muito também. 

Ao colocar um milico partícipe do programa do coiso como assessor no STF é fim de linha. 

Não falta muito e aparecerá alguém parafraseando a Maria Antonieta: QUE SE FODAM.